Polícia inicia busca por cães levados de laboratório por ativistas



O cães levados do Instituto Royal por ativistas dos direitos animais, em São Roque (SP), estão sendo procurados pela polícia. O ato, que aconteceu na madrugada desta sexta-feira (18), foi registrado como furto na delegacia da cidade.

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Peritos estiveram no Instituto nesta manhã e registraram que os animais que lá estavam não sofriam maus-tratos. Em depoimento à polícia, um veterinário do Royal afirmou que os cães levados podem morrer pois não estão habituados a viver fora do confinamento.

"A polícia vai tentar usar as imagens para identificar as pessoas que pegaram os animais. Não sabemos se o animal pode transmitir algum tipo de doença a humanos", afirmou o delegado Marcelo Sampaio Pontes em entrevista à Folha de S.Paulo.

Ativistas deverão ser processados pelo Instituto

Após o resgate dos 178 cães da raça beagle, o Instituto Royal afirma que irá processar os ativistas que invadiram o laboratório onde estavam os animais.

Em entrevista ao Estado de S.Paulo, o diretor científico João Antonio Pegas Henriques afirmou que imagens das câmeras de segurança serão utilizadas para identificar os invasores.

"Estamos acionando nosso departamento jurídico para responsabilizar nas esferas civil e criminal os autores dessa invasão, pois houve saques e danos.", disse Pegas.

Ainda na tarde desta sexta-feira, manifestantes se encontravam em frente aos portões do laboratório para protestar contra os supostos maus-tratos. Um novo protesto está marcado para a manhã do próximo sábado (19).

Royal tem credenciamento totalmente regularizado
O Instituto Royal está regularmente credenciado ao Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), órgão do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e responsável por cuidar do uso animal em pesquisas no Brasil.

Para obter esta liberação é necessário uma comissão ética que avalia o projeto, as condições nas quais os animais serão mantidos e o nível dos profissionais que cuidarão dos trabalhos.

Depois de toda esta avaliação, o Concea concede ou não o credenciamento. O coordenador do órgão, Marcelo Marcos Morales afirma que o Royal está credenciado e completa: “Era o mais controlado, o mais ético e mais regular, com reconhecimento internacional. Teve financiamento público e prestava serviço à comunidade”.

Segundo Morales, o Instituto recebeu investimento público para o que Brasil tivesse um laboratório de ponta para fármacos e novas drogas.

Morales finaliza observando que 95% dos animais utilizados em pesquisa são ratos, camundongos e coelhos. Porém, cães e primatas são utilizados pela importância em estudo de novas móleculas e para este tipo de pesquisa, apenas animais de porte maior podem dar um resultado aceitável.

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