Polícia investiga ataques de maior facção criminosa do Rio a comunidades dominadas pela milícia

A Polícia Civil investiga se a maior facção criminosa do Rio está envolvida numa tentativa de invasão à Muzema, no Itanhangá, Zona Oeste do Rio, no último fim de semana. A comunidade é atualmente comandada por milicianos. Segundo informações de inteligência, traficantes da favela da Rocinha, na Zona Sul, teriam se instalado em uma área de mata no alto da Muzema. No último domingo, policiais militares foram acionados para a comunidade e houve uma intensa troca de tiros.

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Segundo informações da PM, o Bope foi até a Muzema após informações de que uma família era feita refém na área de mata. Os dados, no entanto, não foram confirmados. Ninguém foi preso e não houve apreensões. Com a chegada dos policiais, houve intenso tiroteio. O clima é tenso na região desde o fim de semana. A situação na Muzema é investigada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco - IE) e pela 16ª DP (Barra da Tijuca).

Na madrugada do último sábado, Rodrigo Dias, o Pokémon, apontado pela polícia como chefe do tráfico na Muzema e também em Rio das Pedras, foi morto após tiros com policiais militares na Avenida Tenente-coronel Muniz de Aragão, no Anil, na Zona Oeste. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DH). Não há informações sobre qualquer conexão entre a morte e a tentativa de invasão.

Gardênia Azul na mira

Além da Muzema, as polícias Civil e Militar receberam informações de que traficantes da mesma facção criminosa planejam invadir a Gardênia Azul, em Jacarepaguá, na Zona Oeste, também dominada pela milícia. A comunidade vem sendo disputada por grupos de paramilitares locais e outros de Curicica, na Zona Oeste. Os investigadores apuram agora o envolvimento de criminosos da Cidade de Deus, vizinha à Gardênia, nessa disputa.

A comunidade da Muzema foi uma das beneficiadas com o programa Cidade Integrada, do Governo do Rio, que completou um ano no último fim de semana. O projeto tem como um de seus objetivos o combate à criminalidade. Em nota divulgada no fim de semana, o Governo afirma que houve prisões de traficantes e milicianos, assim como apreensão de drogas, armas, munição e veículos roubados ao longo do primeiro ano do programa.