Polícia investiga centro de prefeitura de MG que expôs cartaz por 'consciência humana' em vez de 'negra'

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RIO - A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito para apurar um suposto caso de racismo após um cartaz ser fixado em um centro de assistência social do município mineiro de Pitangui, a cerca de 130 km da capital Belo Horizonte. O banner, colocado na entrada do local, fazia um apelo em prol de uma "consciência humana" em vez de uma "consciência negra", em alusão ao feriado nacional de 20 de novembro.

"Não precisamos de 1 dia de consciência negra, e sim, 365 dias de consciência humana", dizia o cartaz instalado no Centro de Referência de Assistência Social Herivelton Máximo Pereira.

O caso, revelado pela Ponte Jornalismo e confirmado pelo GLOBO, revoltou moradores da cidade de cerca de 30 mil habitantes. Uma delas registrou um boletim de ocorrência no último dia 18 após se deparar com o cartaz às vésperas do feriado da Consciência Negra.

Em nota, a Polícia Civil disse que "instaurou Inquérito Policial para apuração da prática de racismo, cuja investigação encontra-se em andamento. Todas as providências de polícia judiciária estão sendo adotadas para completa elucidação dos fatos".

Após contato por telefone, a secretária municipal de Desenvolvimento Social, Eveline Socorro Souza, disse ao GLOBO que não tinha nada a declarar sobre o cartaz. Questionada sobre o intuito do banner, ela afirmou que não tinha informação para dar. A reportagem insistiu, mas Eveline disse que "estava indo viajar" e não respondeu.

Procurada, a prefeitura de Pitangui não respondeu até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

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