Polícia investiga furto de 300 rãs de centro de pesquisa sobre agrotóxicos, em SP

Louise Queiroga
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A Polícia Civil de São Paulo investiga o furto de 300 rãs-touro da Agência Paulista de Tecnologia para os Agronegócios (APTA), no Polo Vale do Paraíba, em Pindamonhangaba (SP). Segundo o 3º DP, uma pesquisadora encontrou portas quebradas e a ausência dos anfíbios ao chegar ao departamento estadual, da Secretaria de Agrigultura e Abastecimento, na manhã desta quarta-feira. De acordo com fontes relacionadas ao caso, as câmeras de segurança estavam quebradas, o que dificulta identificar a autoria do crime, que acabou interrompendo o estudo. Para ser retomado, os cientistas precisarão de mais cinco anos, considerando a necessidade de refazer parte do trabalho.

Em nota, a Associação de Amigos das Serras da Mantiqueira e do Mar e do Vale do Paraíba (AMAVAP) manifestou indignação diante do episódio, informando que foram levados todos os animais do ranário, eram utilizados em pesquisas de biomonitoramemto do impacto de agrotóxicos na região, principalmente em lavouras de arroz irrigado.

"Não restou nenhum animal para os trabalhos de pesquisa do Setor de Aquicultura da Agência que traz grandes contribuições para a criação, assistência técnica, extensão rural visando a multiplicação e introdução no mercado de ranicultura que cresce a passos largos no Estado de São Paulo e no Brasil", afirma a AMAVAP, pedindo atuação do poder público, além de bom senso da população em não contribuir para o crime.

"São criminosos aqueles que furtam e aqueles que adquirem itens provenientes de furto, enquadrando-se como receptadores no crime!", destacou. "Não adquire produtos suspeitos em suas condições de preços, entrega e o mais importante, a procedência! Em caso de dúvida, denuncie!"