Polícia investiga intoxicação de casal que morreu no Rio; saiba como se proteger

·3 minuto de leitura

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga se o casal encontrado morto na noite de terça-feira (22) em um apartamento no Leblon, zona sul da cidade, foi vítima de intoxicação por monóxido de carbono.

Os corpos de Nathalia Guzzardi Marques e Mateus Correia Viana, 30, foram achados no banheiro da casa do jovem, onde havia um aquecedor a gás. Segundo informações preliminares da Polícia Civil, foi o monóxido de carbono não dissipado pela falta de ventilação que causou a morte das vítimas. O caso é investigado pela 14ª DP (Leblon), que realizou perícia no local.

Laudo do IML (Instituto Médico Legal) revelado pelo jornal O Globo indica que os corpos apresentavam sinais de asfixia, "com coloração carminada dos tecidos, sugestivo de intoxicação exógena". O perito solicitou exames complementares para definir se a asfixia foi motivada por monóxido de carbono, gás inodoro que pode matar rapidamente.

Nathalia era psicóloga e deixa um filho de oito anos. Sua mãe, a psicopedagoga Ana Guzzardi, afirmou ao site Metrópoles que a filha havia pedido a ela que buscasse o neto na escola no fim da tarde de segunda-feira (21). Como Nathalia não apareceu à noite para pegá-lo, como combinado, Ana começou a ficar preocupada.

"Ela era uma mulher batalhadora, cheia de sonhos e projetos, fazia de tudo pelo filho. Uma mãe e amiga maravilhosa, muito querida por todos. Ela não vai deixar só saudade, vai deixar um buraco enorme na minha vida", disse a psicopedagoga ao site.

Mateus trabalhava na fazenda da família, onde criava e vendia tilápias e produtos orgânicos. Nas redes sociais, postava fotos em meio à natureza, com animais e rodeado de amigos, que escreveram lamentando sua morte.

Em nota, a distribuidora de gás Naturgy lamentou a morte do casal e afirmou que a manutenção dos aparelhos como fogões e aquecedores e das instalações internas das residências é de responsabilidade do consumidor.

A instalação de aquecedores de gás nos banheiros não é recomendada. Se o cômodo for mal ventilado, pode haver acúmulo de monóxido de carbono no local, o que pode ser fatal.

No Rio de Janeiro, uma lei estadual prevê a obrigatoriedade da inspeção nas instalações de gás em imóveis residenciais e comerciais a cada cinco anos.

*

Saiba o que fazer para se proteger da intoxicação por monóxido de carbono em casa:

- Ambientes com aquecedor a gás devem ser bem ventilados, já que o oxigênio é consumido na queima do gás;

- Para isso, é preciso manter uma área superior aberta, com no mínimo 600cm², acima de 1,5m do piso;

- A porta do cômodo deve ter um corte inferior de 3cm ou podem ser instaladas venezianas com 200cm² para ventilação;

- As chaminés devem ter no mínimo 35cm de altura e no máximo 2 metros de comprimento. Um terminal T, localizado no exterior da edificação, deve ser instalado ao final;

- Se o ponto de gás existente estiver no banheiro, recomenda-se que um técnico certificado ou empresa especializada em gás verifique se o local apresenta as condições ideais para instalação;

- Recomenda-se a vistoria no aparelho a cada dois anos;

- Prestar atenção à coloração da chama, que deve ser estável e regular e apresentar coloração azulada. Chama instável e amarelada indica que os aparelhos estão desregulados.

Fonte: Naturgy

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos