Polícia investiga ligação entre seis mortes com caraterística semelhante no litoral de SP

SANTOS, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil investiga uma série de seis mortes que ocorreram nas últimas semanas em três municípios do litoral paulista --Santos, Guarujá e Praia Grande-- com características semelhantes.

Em comum, o fato de que a maior parte das vítimas eram homens com mais de 20 anos e foram encontrados com mãos e pernas amarradas, além de objetos pessoais próximos.

O caso é conduzido sob sigilo pela 3ª Delegacia de Investigações Sobre Homicídios do Departamento Estadual de Investigações Criminais.

Em alguns dos crimes, há marcas de tiros ou de facadas. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, em nota, diz ter intensificado o policiamento nas regiões para impedir novos casos.

Na última sexta-feira (8), quando deu o primeiro parecer, a investigação ainda tentava identificar responsáveis e as armas utilizadas nos casos.

Nesta terça (12), à reportagem, a Polícia Civil disse que há avanços e que, de forma preliminar, informa que "foram apuradas motivações diferentes" e "ainda não há indícios de que exista ligações entre os crimes cometidos nas diferentes cidades".

"Todavia ainda é muito prematuro conceder mais informações apuradas já que existem diligências em andamento", explica.

O primeiro caso aconteceu no último dia 25 de junho, há 17 dias. O corpo de um homem de 22 anos foi encontrado no bairro Caneleira, em Santos, com os punhos amarrados e ferimentos provocados por arma de fogo. O caso foi registrado como homicídio na Central de Polícia Judiciária de Santos.

Uma semana depois, em 2 de julho, dois homens foram encontrados dentro de sacos plásticos e envoltos em lençóis no município no bairro Jabaquara. Eles tinham 20 e 22 anos.

No dia seguinte, em Guarujá, o corpo de um homem de 25 anos foi achado por policiais militares rodoviários no km 6 da rodovia Cônego Domenico Rangoni, próximo ao bairro Jardim Conceiçãozinha. A vítima estava sem camisa, com marcas de tiros em diversos pontos do corpo.

Dois dias depois, em Praia Grande, o corpo de um homem de 31 anos foi encontrado por moradores locais em um canal próximo da rodovia Padre Manoel da Nóbrega, no bairro Vilamar, em Praia Grande.

Ele estava com as calças abaixadas, além de braços e pernas amarrados. O homem também apresentava uma marca de bala na cabeça.

Neste caso, a polícia suspeita de relação com o estupro de uma criança moradora de uma comunidade local.

Em 6 de julho, novamente em Guarujá, outro homem morto foi encontrado às margens da rodovia Cônego Domênico Rangoni, novamente com muitos ferimentos no rosto. Braços e pernas também estavam amarrados.

Em nota, a SSP diz que paralelamente as ações de investigação, "a Operação Sufoco dobrou o número de policiais em todo estado. Desde o seu início, cerca de 7.766 pessoas foram detidas, 450 armas de fogo foram apreendidas e 1.163 veículos recuperados".

Procurada, a Polícia Militar explicou que o caso está com a Polícia Civil e que "reforçou de forma imediata a intensificação do policiamento na região".

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