Polícia investiga médico acusado de deformar nariz de pacientes, em SP

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RIO — A Polícia Civil de São Paulo informou nesta quarta-feira que abriu investigações em duas delegacias contra o cirurgião plástico Alan Landecker. O médico foi denunciado por pelo menos 30 pacientes. Eles dizem que ficaram com deformações no nariz após procedimentos de rinoplastia.

Os pacientes relataram que, depois das cirurgias, foram acometidos por infecções bacterianas. Esses quadros infecciosos resultaram em deformações, perda de olfato e perfuração devido ao apodrecimento da pele.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou, por meio de nota, que os casos são investigados pelo 15º DP e pelo 34º DP. As vítimas que já prestaram depoimento farão exame de corpo de delito, conforme solicitado pelos investigadores.

"A oitiva do médico investigado será realizada no decorrer do andamento das investigações. Todas as circunstâncias dos fatos são apuradas pela Polícia Civil e detalhes serão preservados para garantir autonomia ao trabalho policial", diz o texto.

Landecker foi afastado de duas unidades de saúde onde atendia. O Hospital Vila Nova Star informou que o médico foi suspenso e, por ora, não realiza qualquer atendimento no estabelecimento.

O Hospital Sírio-Libanês também informou que Landecker está com as atividades suspensas temporariamente, enquanto uma sindicância ética e administrativa interna é realizada. O processo ocorre em sigilo.

De acordo com o Sírio-Libanês, todos os casos de pacientes de Landecker na unidade de saúde foram avaliados. O hospital afirma que não foram identificadas falhas nos processos assistenciais realizados dentro da instituição.

"O Hospital Sírio-Libanês é comprometido com os mais altos padrões de controle de infecção hospitalar e é acreditado internacionalmente pelo seu alto nível de excelência em processos cirúrgicos e assistenciais", diz a nota.

Landecker também atendia no Hospital Israelita Albert Einstein. A instituição informou que a atuação do médico está sob avaliação do Comitê Médico Executivo do hospital. "Um processo administrativo foi aberto para analisar a prática médica e os fatos relacionados aos pacientes tratados pelo profissional", informa a nota. O hospital não confirma se Landecker está com as atividades suspensas.

Procurado pelo GLOBO, Landecker não deu retorno até a publicação da reportagem. Ao portal G1, a defesa do médico negou as acusações, atribuiu os problemas ao descumprimento dos pacientes sobre as orientações e informou que vai acionar a Justiça contra os denunciantes.

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