Polícia investiga morte de militar da Marinha em assalto no Rio

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil investiga a morte do suboficial da Marinha Fábio Rafael Lima da Costa, 42, morto a tiros na noite desta terça-feira (19) durante um assalto no elevado Paulo de Frontin, no sentido túnel Rebouças, ligação entre os bairros do Rio Comprido e da Lagoa, no Rio de Janeiro.

Circula nas redes sociais um vídeo feito por um motorista mostrando o momento no qual um criminoso dispara diversas vezes contra o militar, que já estava caído no chão. No momento do crime, o suboficial pilotava uma moto, veículo que não chegou a ser levado pelos assaltantes.

Agentes do 4º Batalhão de Polícia Militar, em São Cristóvão, zona norte, estavam em um patrulhamento quando foram acionados para verificar a ocorrência. Às 19h10, o Corpo de Bombeiros também foi acionado e encaminhou o militar em estado grave ao Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio. No entanto, ele não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo na unidade.

Um policial militar da reserva que passava pelo local também foi baleado sem gravidade ao tentar impedir o assalto. Ele foi encaminhado ao Hospital Central da Polícia Militar e já recebeu alta.

A Polícia Civil trata o caso como latrocínio (roubo seguido de morte) e diz que agentes realizam diligências para identificar os autores do crime. O local do crime foi periciado ainda na noite de terça.

Segundo o porta-voz da Polícia Militar, Major Ivan Blaz, agentes procuram pelos criminosos no Morro dos Prazeres, localizado no bairro de Santa Teresa, região central do Rio.

"As buscas estão sendo realizadas por PMs da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) perto do local do crime. Nosso principal objetivo é encontrar o veículo [usado pelos assaltantes] e encontrar os criminosos", diz ele, acrescentando que os autores do crime provavelmente fazem parte de uma quadrilha que efetua roubos em bairros da zona sul do Rio.

"Foi um crime bárbaro e covarde. Não havia necessidade de executar um ser humano daquela forma", diz ele. De acordo com o Instituto Fogo Cruzado, 35 agentes de segurança foram baleados na Região Metropolitana do Rio desde que o ano começou, sendo que 17 morreram.

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