Polícia investiga se chefe do tráfico da Rocinha ordenou mortes de criminosos do Vidigal que roubam na Zona Sul

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Policiais da 15a DP (Gávea) investigam se John Walace da Silva Viana, o Johnny Bravo, chefe do tráfico de drogas da Rocinha, determinou a execução de quatro criminosos do Vidigal que estariam praticando roubos em bairros da Zona Sul do Rio. Na madrugada do último domingo, dia 9, Nerversino de Jesus Garcia; Diego Reis Ferreira, o Marcha Lenta; e dois comparsas teriam sido esquartejados e queimados na parte alta da comunidade. Até o momento, entretanto, nenhum dos corpos foi localizado, mas o policiamento foi reforçado na região.

De acordo com as investigações, a decisão de matar os rivais foi motivada pela insatisfação de Johnny Bravo com a criação de um núcleo de roubos na parte baixa do Vidigal incentivada por Garcia. O criminoso teria entendido que, por ser um dos mais antigos da facção e ter nascido na comunidade, não deveria se submeter a ordens dadas pelo bandido da Rocinha, que proibiu crimes próximos as favelas.

Garcia tem mandado de prisão pelos crimes de homicídio, tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ele foi o responsável por comandar a invasão ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro da cidade, em 2016, e resgatar o traficante Nicolas Labre Pereira de Jesus, o Fat Family. Cerca de 15 homens armados participaram da ação, que deixou um paciente morto e um funcionário ferido.

Já Johnny Bravo é apontado como chefe do tráfico de drogas na Rocinha desde a invasão ocorrida da comunidade após divergências entre Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, e Antônio Bomfim Lopes, o Nem da Rocinha. Em um vídeo divulgado nas redes sociais em setembro de 2020, ele aparece em um baile funk cercado por mais de 20 criminosos armados de fuzis. Contra o bandido, constam seis mandados de prisão preventiva em aberto.

Procurada pelo Globo, a Polícia Militar informou que a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) e as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) Vidigal e Rocinha intensificaram o policiamento ostensivo nas duas comunidades, “devido aos relatos iniciados na madrugada do dia 09/01 a respeito de possível movimentação criminosa”. “Até o momento, não há ocorrência de encontro de cadáver”, disse, em nota.

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