Polícia investiga se milícia já explora venda de cobre furtado no Rio

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A Polícia Civil vai investigar se a milícia está explorando a venda de cobre furtado no Rio. Nesta quinta-feira, policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais (Draco -IE) apreenderam cerca de 500 quilos de cabos de telefonia (o equivalente a mil metros de cabos) no bairro de Paciência, na Zona Oeste do Rio. O material estava no quintal de uma residência e teria sido levado da rede de cabeamento de uma concessionária. Uma pessoa foi presa e autuada em flagrante pelo crime de receptação.

No mesmo local, a polícia também apreendeu uma motocicleta sem placa que estava com o chassi adulterado. O suspeito não teve a identificação divulgada para não atrapalhar a investigação. De acordo com a delegada Thaianne de Moraes, da Draco, o preso confessou ter adquirido o produto. Ele informou que iria revender cada quilo do cobre por R$ 16, mas não detalhou a origem do material apreendido e nem para quem seria feita a venda.

— Ele confessou que iria cortar (o cobre) para revender. Mas não disse como isso chegou lá. Os cabos apreendidos no quintal da residência não eram vendidos pela concessionária. Eles iam diretamente para o consumidor final, ou seja, não podiam ser adquiridos por terceiros. O suspeito foi preso e autuado em flagrante por dois crimes de receptação, já que a moto estava com o chassi adulterado. A região onde isso ocorreu tem forte influência da milícia. Por isso, vamos investigar se há milicianos envolvidos na exploração desse tipo de negócio — disse a delegada.

A Draco chegou até a residência após uma informação ter sido recebida pelo Disque-Denúncia (2253-1177). Uma pessoa denunciou que milicianos estariam usando o local para guardar uma motocicleta, além de cabos furtados de concessionárias. Cinco policiais cercaram a propriedade e encontraram o material apontado na denúncia. O suspeito preso está sujeito a uma pena que varia de um a oito anos de prisão, caso seja condenado por crime de receptação qualificada.