Polícia investiga se quatro homens participaram da morte de garçom esfaqueado no Centro do Rio

A Polícia Civil investiga a informação de que o garçom e ex- paraquedista do Exército Melquesedeque Cassemiro de Souza, de 22 anos, foi atacado por quatro homens antes de ser esfaqueado por um deles, no Centro do Rio, na madrugada do último dia 30. Uma das hipóteses para o crime é a de que os assassinos estariam praticando assaltos na região quando acabaram ferindo o garçom. A vítima foi levada com vida para o Hospital Souza Aguiar, mas morreu pouco antes de dar entrada no local.

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) tenta encontrar imagens de câmeras de segurança que tenham flagrado a ação para ajudar na identificação dos responsáveis pela morte do rapaz. Nesta quinta-feira, oito dias após o assassinato ter ocorrido, o corpo de Melquesedeque foi sepultado no Cemitério de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. A demora para sepultamento ocorreu porque a família da vítima só soube do assassinato, no dia 6, após um exame de biometria ter sido feito no Instituto Médico-Legal (IML), no Centro do Rio. Apesar do rapaz estar com seus documentos de identificação quando foi esfaqueado, os parentes dele afirmam não terem sido avisados sobre a entrada do ex-paraquedista no Souza Aguiar.

" A minha prima foi ao IML para ver a documentação, atestado de óbito, eles passaram no hospital onde ele foi, que foi o Hospital Souza Aguiar. Encontraram a mochila lá. Abriram e tinha celular, carteira de trabalho, contrato de trabalho, comprovante de residência, local onde ele morava, todas as informações. E o hospital disse que não podia abrir a mochila. Como pode um cara morto e eles não abrem a mochila para tentar identificar, para ver se tem algum documento? Para tentar identificar e avisar a família? E se a biometria não tivesse ok, como a gente ia descobrir?" questionou Isaac Monteiro, primo do jovem assassinado em entrevista exibida pelo RJ TV.

Melquisedeque voltava do trabalho e estava em um ponto de ônibus, aguardando o coletivo que o levaria para casa, na Zona Oeste, quando foi esfaqueado por um dos quatro homens que o atacaram. Como ele não chegou em sua residência, familiares chegaram a procurá-lo por seis dias, sem conseguir descobrir o que havia ocorrido. O aviso da morte só chegou no dia 6, após o exame de biometria, feito no IML. Procurada para falar sobre o motivo do Hospital Souza Aguiar não ter avisado a família do rapaz sobre seu falecimento, a Secretaria municipal de Saúde, responsável pelo hospital, disse que até o corpo ser removido para o IML não havia sido localizado nenhum telefone para contato com os parentes da vítima. Em nota, a direção do hospital também confirmou que os pertences do paciente ficaram acautelados no setor de arrecadação do Souza Aguiar até serem retirados por familiares do ex-paraquedista. O mesmo documento informa ainda que Melquisedeque deu entrada no hospital já em óbito. Abaixo,a íntegra da nota enviada pela SMS.

"A direção do Hospital Municipal Souza Aguiar informa que Melquesedeque Cassimiro de Souza deu entrada na unidade à 1h09 do dia 30 de novembro, já em óbito. O corpo foi retirado pela viatura da Defesa Civil Estadual no mesmo dia e levado ao IML. Embora o paciente estivesse identificado ao dar entrada, até a remoção para o IML não foi localizado nenhum telefone para contato com a família. Os pertences do paciente ficaram acautelados no setor de arrecadação do hospital, até a retirada pela família."