Polícia investiga se suspeitos da morte de Marquinhos Catiri prestam serviços para contravenção

A Polícia Civil tenta capturar José Ricardo Gomes Simões. Ele teve a prisão temporária decretada pela Justiça por suspeita de ter participado do planejamento e da execução do miliciano Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinho Catiri . A vítima foi metralhada com tiros de fuzil, no dia 19 de novembro, na Favela do Guarda, em Del Castilho, na Zona Norte do Rio. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga se a morte de Catiri foi encomendada por R$ 4 milhões e se os homens que executaram o paramilitar também prestariam serviços como mercenários para a máfia de cigarros contrabandeados e para um núcleo da contravenção, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

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O núcleo, inclusive, é apontado em investigações como responsável por contratar pistoleiros que, em 2012, sequestraram um casal envolvido com a máfia de caça-níqueis em São Paulo. Na ocasião, as vítimas vieram ao Rio com o objetivo de assistir o Grande Prêmio Brasil de Turfe . Próximo ao bairro da Gávea, na Zona Sul, elas foram capturadas. Os corpos da dupla foram abandonados em Vigário Geral e em Duque de Caxias. Agentes da DHC chegaram até o nome de José Ricardo após a prisão de George Garcia de Souza Alcovias, localizado por policiais da especializada, na cidade de Francisco Morato, em São Paulo, numa operação deflagrada no dia 15 de dezembro último.

George é apontado na investigação como sendo um dos homens que teriam disparado tiros que atingiram Marquinhos Catiri. Em um áudio obtido pelo Ministério Público, gravado entre janeiro e maio de 2022 e divulgado pelo Portal G1 , Catiri diz ao contraventor Bernardo Bello, com quem teria tido negócios, que sua cabeça (de Marquinhos) estaria valendo R$ 4 milhões e que, por isso, precisou reforçar sua segurança. Na última terça-feira, agentes da DHC estiveram em um endereço de José Ricardo para cumprir um mandado de busca e apreensão, mas ele não foi localizado.

Nas investigações da especializada, José Ricardo aparece como responsável por dar apoio logístico para a execução da vítima. Ele também é suspeito de ter ajudado a George a fugir para o Estado de São Paulo, onde acabou sendo preso.

Segundo a polícia, José Ricardo já possui anotações por crime de extorsão, roubo e latrocínio tentado. A DHC vai concluir, nos próximos dias, as investigações sobre a morte de Catiri. Na ocasião, também será solicitada à Justiça a decretação das prisões preventivas de George e de José Ricardo.

Marquinhos Catiri foi atingido por tiros no trajeto entre um carro blindado e uma academia de ginástica. Ele ainda chegou a ser levado para o Hospital Salgado Filho, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Uma perícia encontrou 58 cápsulas de fuzil nas proximidades de onde a vítima foi assassinada.

Também conhecido como "Marquinho do Ouro", Marcos Antônio Figueiredo Martins era apontado como o chefe de um grupo paramilitar que atuava nos bairros de Bangu e Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio. Posteriormente, porém, a milícia comandada por ele se expandiu também para a Zona Norte, dominando pontos em locais como Engenho de Dentro e Del Castilho.