Polícia irá ouvir seguranças de Fernando Iggnácio para saber porque não houve escolta no dia do crime

Marcos Nunes
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Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo
Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo

A Polícia Civil deve chamar para depor os homens responsáveis pela segurança do contraventor Fernando Iggnácio, genro de Castor de Andrade, morto num atentado nesta terça-feira, com cinco tiros de fuzil, no estacionamento de uma empresa de táxi aéreo no Recreio dos Bandeirantes. A Delegacia de Homicídios da Capital, que investiga a autoria do crime, quer saber porquê Iggnácio, que costumava sempre andar com escolta, resolveu dispensá-la naquele dia.

Os investigadores já sabem que o atirador disparou pelo menos dez tiros de fuzil AK-47 por cima de um muro que separa um terreno baldio do estacionamento. De acordo com a polícia, ele estava a uma distância de aproximadamente cinco metros, e aproveitou o momento em que Iggnácio caminhava sozinho até o carro.

Era rotina do contraventor ir até o carro antes de buscar a mulher

O contraventor havia acabado de chegar de helicóptero junto com sua mulher, Carmen Lúcia Andrade, de uma ida a Angra dos Reis, na Costa Verde, onde, inclusive há um espólio de Castor de Andrade que é disputado pela família numa ilha. A aeronave, segundo informações, pertencia ao próprio Iggnácio. O piloto e a esposa dele também devem ser ouvidos pela polícia nos próximos dias.

Segundo testemunhas, era rotina Iggnácio desembarcar sozinho para pegar seu carro blindado no estacionamento do heliporto antes de buscar a mulher no helicóptero. A polícia investiga ainda a informação de que o atirador teria entrado no terreno baldio ao lado da empresa ainda no início da manhã daquela terça-feira. Ele teria ficado escondido no local aguardando a chegada da aeronave que transportava Fernando Iggnácio.