Polícia israelense encerra investigação interna sobre funeral de jornalista palestina

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A polícia israelense anunciou nesta quinta-feira (16) que encerrou a investigação interna sobre seu envolvimento no funeral da jornalista palestina-americana Shireen Abu Akleh em maio em Jerusalém, após críticas internacionais sobre a responsabilidade policial durante o funeral.

Em 14 de maio, milhares de palestinos compareceram ao funeral do repórter da Al Jazeera, que foi baleada na cabeça alguns dias antes enquanto cobria uma operação militar israelense no campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia ocupada.

Durante o funeral, o caixão estava prestes a cair após a intervenção da polícia israelense, em imagens que causaram indignação internacional.

"Os resultados da investigação sobre a atitude da polícia no funeral do jornalista Shireen Abu Akleh foram apresentados ao comandante da polícia", disse a polícia em comunicado nesta quinta-feira, sem divulgar as conclusões.

"A polícia, sob minhas instruções, realizou investigações para avaliar o desempenho de suas forças no terreno, a fim de tirar conclusões e melhorar o procedimento operacional neste tipo de ato", disse o comandante da polícia Kobi Shabtai, segundo o comunicado.

"Não podemos ficar indiferentes a essas imagens duras e temos que investigar para que eventos sensíveis desse tipo não sejam violentamente perturbados por desordeiros", acrescentou, sem dar mais detalhes.

O irmão da jornalista, Anton Abu Akleh, disse à AFP nesta quinta-feira que "não importa o que Israel diga ou faça, as fotografias são suficientemente eloquentes".

"A polícia atacou as pessoas que carregavam o caixão e tentou esconder suas ações e suas falhas", acrescentou Abu Akleh, acusando Israel de estar "por trás do assassinato" de sua irmã.

A Autoridade Palestina, Al Jazeera e e o Catar acusaram o exército israelense de matar o jornalista.

Israel inicialmente afirmou que a repórter - que estava usando um colete à prova de balas com a inscrição "imprensa" e um capacete - "provavelmente" foi morta a tiros por combatentes palestinos. Mas mais tarde indicou que não podia descartar a responsabilidade dos soldados israelenses.

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