Coreia do Sul tentará promover acordo de paz com o norte na cúpula

Seul, 18 abr (EFE).- A Coreia do Sul procura impulsionar um tratado de paz com o Norte, um país com o qual se encontra tecnicamente em guerra, durante a próxima cúpula de líderes das duas nações e fornecer acesso a desnuclearização de Pyongyang, segundo afirmou Seul nesta quarta-feira.

O governo sul-coreano "está se referindo" a esta possibilidade com os Estados Unidos, que também participou da Guerra da Coreia (1950-1953), e que seria colocada como uma forma de garantir a cessação das hostilidades na península coreana se Pyongyang decidir renunciar ao seu programa de armas nucleares.

"Estamos discutindo como aliviar as preocupações de Pyongyang sobre sua segurança, e como garantir que o Norte tenha um futuro promissor pela frente se tomar a decisão correta", confirmou à Agência Efe, um porta-voz do ministério sul-coreano de Seul.

Assim, um pacto que avança sobre o atual armistício entre as partes poderia estar sobre a mesa nas cúpulas que acontecerão na próxima semana entre o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un; e este último e com o presidente americano, Donald Trump, prevista para início de junho.

O líder da Casa Branca apoiou tal possibilidade em declarações realizadas ontem, na sua residência de Mar-a-Lago, em Palm Beach (Flórida), onde se reuniu com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, em um encontro também marcado pelo diálogo com Pyongyang.

"A Coreia do Sul tem planos de se reunir com a Coreia do Norte para ver se eles podem acabar com a guerra e têm a minha bênção sobre isso", afirmou Trump.

Norte e Sul encerraram o confronto no dia 27 de julho de 1953 com um armistício assinado pelo exército norte-coreano, China e EUA em nome do comando das Nações Unidas, e que nunca foi substituído por um tratado de paz definitiva. EFE