Polícia mata seis em favela do RJ e tiroteio fecha estação de trem

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Uma troca de tiros durante uma operação da Polícia Civil na favela de Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro, deixou seis pessoas mortas. Os agentes também prenderam dois suspeitos.

A ação levou ao fechamento de uma a estação de trem próxima da comunidade.

De acordo com a Polícia Civil, agentes do Esquadrão Antibombas foram alvos de tiros quando passavam pela avenida Dom Hélder Câmara, a caminho da Cidade da Polícia —sede das unidades especializadas da corporação.

Policiais da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) foram acionados para apoio da equipe durante a troca de tiros. Seis pessoas foram mortas em supostos confrontos com os agentes, e duas foram presas em flagrante. Seis pistolas foram apreendidas.

O governador Cláudio Castro (PL), pré-candidato à reeleição com apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL), divulgou em suas redes sociais foto das armas apreendidas. "Não vamos tolerar ataques como esse contra quem defende a população do nosso estado!"

Para Derê Gomes, representante da Faferj (Federação das Associações de Favelas do Rio de Janeiro), "a marca do governador Cláudio Castro tem sido as chacinas eleitoreiras".

"Na falta de propostas concretas para os problemas do povo como desemprego, fome, educação e saúde, o governador autoriza chacinas quase que semanais para tentar se reeleger com o voto da extrema-direita. Enquanto isso as favelas sangram e o problema da segurança pública não é resolvido", disse Gomes, em nota.

A Polícia Militar afirmou, em nota, que o 22º Batalhão (Bonsucesso) e as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) da região reforçaram o policiamento da área.

De acordo com a Supervia, concessionária que administra os trens, a circulação no ramal Saracuruna ficou afetada entre 10h09 e 11h29, período no qual os trens precisavam aguardar autorização para circular entre a Central do Brasil e Bonsucesso.

Segundo a empresa, esta é a oitava vez no ano que a circulação dos trens é impactada por tiroteios próximos ao sistema ferroviário. Já foram no total 14 horas de impacto no serviço em 2022, de acordo com a concessionária.

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