Polícia de MG identifica menina como autora de postagem ameaçando ataque e alerta pais

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Durante investigação para descobrir a autoria de uma postagem de ameaça a massacre escolar e atentados contra famílias, a Polícia Civil de Minas Gerais identificou uma adolescente como suspeita e realizou a operação Male Adversus no sábado, dia 15, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ao cumprirem mandados de busca e apreensão, os agentes encontraram armas brancas, como facas e facões.

Em vídeo divulgado no canal do YouTube da corporação nesta segunda-feira, dia 17, a delegada Danielle Aguiar destacou que havia uma "quantidade significativa" delas guardadas no quarto da menina, sem que os pais soubesse.

— É importante deixar ressaltado que os pais não tinham envolvimento e se mostraram bastante surpresos com o conhecimento da investigação — afirmou Aguiar.

A delegada recomendou que os responsáveis por crianças e adolescentes redobrem a atenção quanto ao comportamento deles durante a pandemia, quando eles estão, conforme disse Aguiar, "mais em casa, nas redes sociais, navegando pela internet".

— Os pais têm que ter a preocupação de monitorar as páginas que eles estão visitando, os grupos de WhatsApp e/ou afins em que os jovens estão inseridos para que eles não sejam cooptados por grupos extremistas ou mesmo pessoas de má índole que possam manipulá-los a cometer algum tipo de ataque em casa, na escola e junto aos vizinhos — acrescentou. — É importante que os pais, além de manter um diálogo amigável com seus filhos, também tenham sua autoridade em cima dessa fiscalização.

Em um comunicado da Polícia Civil, a delegada completou seu pensamento, dizendo que "as vezes, o adolescente, do nada, começa a ficar introspectivo, a se isolar da família, não tem amigos" e ainda que, "se necessário, os pais devem buscar ajuda profissional".

Diante dos fatos, o chefe do Departamento Estadual de Combate à Corrupção e a Fraudes, delegado Agnelo Baeta, também alertou pais e responsáveis a prestarem atenção ao comportamento dos adolescentes.

— Queremos tornar público para que os pais fiquem atentos a situações em que os filhos, de repente, possam estar envolvidos — afirmou.

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