Polícia de Mianmar dispara contra manifestantes e 4 ficam feridos, um gravemente

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Protesto contra golpe militar em Naypyitaw, Mianmar

(Reuters) - Policiais e manifestantes entraram em confronto em Mianmar nesta terça-feira, no dia mais violento de protestos contra o golpe militar que derrubou a líder Aung San Suu Kyi, e um médico disse que uma mulher provavelmente não sobreviveria a um tiro na cabeça.

Três outras pessoas estavam sendo tratadas por ferimentos de supostas balas de borracha depois que a polícia disparou tiros, principalmente para o ar, e usou canhões de água para tentar afastar os manifestantes na capital Naypyitaw.

A televisão estatal noticiou ferimentos em policiais durante as tentativas de dispersar os manifestantes --seu primeiro reconhecimento dos protestos ocorridos no país.

Os incidentes marcaram o primeiro episódio de violência desde que os militares, liderados pelo chefe do Exército, general Min Aung Hlaing, derrubaram o governo recém-eleito de Suu Kyi em 1º de fevereiro e a detiveram juntamente com outros políticos de sua Liga Nacional para a Democracia (NLD).

Os militares alegaram que a NLD venceu por fraude --uma acusação rejeitada pelo comitê eleitoral e pelos governos ocidentais.

Na noite de terça-feira, a polícia de Mianmar invadiu a sede da NLD em Yangon, disseram dois parlamentares eleitos do partido.

A operação foi realizada por cerca de uma dezena de policiais, que invadiram o prédio na capital comercial depois de escurecer, segundo eles.

A Organização das Nações Unidas pediu às forças de segurança de Mianmar que respeitem o direito das pessoas de protestar pacificamente.

"O uso de força desproporcional contra os manifestantes é inaceitável", disse Ola Almgren, representante da ONU em Mianmar.