Polícia prende 17 por mega-assalto em Guarapuava (PR) em abril

CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - Dezessete suspeitos de participação no roubo a uma transportadora de valores na cidade de Guarapuava (PR), em abril, foram presos nesta terça-feira (20) pelas polícias do Paraná e de São Paulo. Durante as operações, segundo os agentes, três criminosos morreram em confronto —dois deles em Curitiba e um em Hortolândia, no interior paulista.

Foram apreendidas sete armas, de diversos calibres, e 331 munições. Também foram encontrados objetos de luxo, supostamente comprados com o dinheiro dos crimes.

Os presos são de vários estados do Brasil e já possuem passagens por outros crimes, como roubo a banco e de cargas, tráfico de armas, drogas e extorsão mediante sequestro. Três suspeitos estão foragidos.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Silvio Rockembach, já existem provas que ligam os criminosos a outros mega-assaltos, como os que ocorreram em Criciúma (SC) e Itajubá (MG). Nesse último caso, criminosos invadiram uma agência da Caixa Econômica Federal, cercaram o batalhão da PM e feriram quatro policiais.

O grupo também é suspeito de estar envolvido em roubos nas cidades de Campina Grande do Sul, Cerro Azul, Lapa e Quitandinha, no Paraná; Araquari e Blumenau, em Santa Catarina; Araçatuba e Ourinhos, em São Paulo.

O grupo usava a tática de fechar as entradas das cidades para retardar a chegada da polícia. Em Guarapuava, durante a fuga, foram surpreendidos por dois policiais militares. No confronto, ambos foram atingidos e um deles morreu.

O crime de Guarapuava teve início na noite do dia 17 de abril, quando os acessos da cidade foram fechados, seis carros foram incendiados e moradores foram feitos reféns, servindo de escudo humano.

Apesar do armamento pesado e de muito barulho, com várias explosões causando terror nos moradores, depois de quatro horas os bandidos fugiram sem levar nada.

A operação policial para cumprir 74 mandados judiciais, como prisão, busca e apreensão, envolveu 500 policiais civis e militares do Paraná e de São Paulo.

Os presos podem responder pelos crimes de organização criminosa, latrocínio, incêndio e explosão, porte ilegal de armas de fogo e explosivos, dano qualificado, receptação, sequestro e cárcere privado.