Polícia prende 6 suspeitos por venda ilegal de 68 aves silvestres, em feira livre, na Zona Norte

A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPAM) prendeu, neste domingo, seis suspeitos de integrar uma quadrilha que vendia animais silvestres na feira livre da Tijuca, na Rua Heitor Beltrão, Zona Norte do Rio. Com eles foram apreendidos 68 aves silvestres de diferentes espécies como Coleiros, Curiós, Canários e Trinca Ferros que estavam sendo vendidos sem qualquer tipo de licença. Segundo a Policia as aves apresentavam sinais de maus tratos.

A operação deflagrada hoje contou com o apoio do Ibama e da prefeitura do Rio. De acordo com o delegado Wellington Pereira Vieira, a operação tem como objetivo identificar criminosos que atuam no tráfico de animais em todo o Estado do Rio. A investigação durou cerca de 6 meses e mira nas feiras populares de diferentes bairros do Rio e da Baixada Fluminense. Como Tijuca, Honório Gurgel, Irajá, Acari e Marechal Hermes, incluindo a Feira de Caxias, no bairro 25 de agosto.

— Cada município do estado tem feira livre e nessas feiras as aves são comercializadas. Aqui no Rio de Janeiro eles vendes animais silvestres de diferentes espécies como jabutis, cobra, corujas. O objetivo da nossa operação é identificar não os vendedores, mas os traficantes. Que são os principais personagens dessas organizações criminosas investigadas pela Delegacia do Meio Ambiente— pontuou o delegado.

De acordo com a Polícia os suspeitos vão responder por comercialização de animais silvestres. Em caso de condenação a pena prevista pode chegar a um ano. "Para o animal silvestre ser vendido legalmente ele tem que ter origem e ter nascido no criadouro. Ou seja, sido regulamentado devidamente pelo Ibama", diz o delegado pontuando que no estado do Rio existem alguns criadouros regulares onde as pessoas podem ir comprar um animal silvestre. No entanto, segundo ele, os preços são maiores do que os ofertados nas feiras livres. "Quem compra numa feira paga 30% menos. O tráfico de animais silvestres só perde para o tráfico de drogas e o tráfico de armas".

— Esses suspeitos, em maioria, são reincidentes porque estão sempre vendendo nessas feiras. Por isso, nosso objetivo é localizar os traficantes Que são aqueles que pegam os animais de seus habitats e levam para essas feiras livres aqui no Rio de Janeiro. Para eles, nós já temos inquéritos instaurados — afirmou o delegado.

Todos as 68 aves silvestres foram encaminhadas para o Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama (CETAS), em Seropédica. Lá, elas vão passar por tratamento de recuperação para serem devolvidas à natureza.