Polícia prende dois suspeitos de abuso sexual contra os netos de suas companheiras no Rio

Luã Marinatto
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Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio prendeu, nesta quarta-feira, dois homens acusados de cometerem abusos sexuais contra os netos de suas respectivas companheiras. Os casos, que não têm relação entre si, aconteceram na comunidade da Pedreira, na Zona Norte da Capital, e em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos.

Na cidade do Rio, a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) do Centro, comandada pela delegada Débora Rodrigues, prendeu um homem de 64 anos em Copacabana, na Zona Sul. Ele foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão em regime fechado por, em 2010, estuprar as netas de sua então companheira, que tinham 11 e 13 anos à época. Quando o crime ocorreu, todos moravam juntos na favela da Pedreira, em Costa Barros.

Já na Região dos Lagos, agentes da 132ª DP (Arraial do Cabo) detiveram um homem de 53 anos que, segundo as investigações, vinha abusando sexualmente dos netos da namorada pelos últimos seis anos. As crianças, um menino e uma menina, têm 6 e 11 anos de idade.

A delegacia vinha investigando o suspeito há aproximadamente um mês, desde que a avó das vítimas procurou a polícia. Tanto a denunciante quanto a mãe das crianças desconfiaram do comportamento recente dos menores, que passaram a apresentar dificuldades para dormir e a usar roupas que escondessem o corpo. Os irmãos acabaram revelando os sucessivos abusos desde que eram ainda bem pequenos. O agressor, que foi indiciado por estupro de vulnerável e teve a prisão temporária de 30 dias autorizada pela Justiça, fazia ameaças para que os crimes não fossem revelados.

- É muito comum que os agressores de menores sejam do círculo familiar e ameaçem as vítimas, que ficam coagidas e sofrendo caladas. Por isso, é muito importante que pais e responsáveis fiquem atentos ao comportamento das crianças, observando com atenção qualquer mudança de padrão, e sempre conversem com elas para que se sintam seguras para contar qualquer coisa que possa acontecer - orienta a delegada Patrícia Aguiar, responsável pela 132ª DP.

A reportagem omitiu o nome dos dois presos para preservar a identidade das vítimas, já que havia relação familiar entre as partes.