Polícia prende dupla suspeita de invadir sistema bancário e roubar dinheiro de contas em São Gonçalo

Agentes da 9ª DP (Catete) prenderam, nesta terça-feira, dois homens suspeitos de fraude ao sistema de um banco em São Gonçalo. Paulo Sérgio Oliveira Nascimento Júnior — que já possuía cinco anotações criminais — e Luciano Alves foram presos em uma lanchonete ao lado da agência. Eles utilizavam o estabelecimento como base para ter acesso ao wi-fi e ao sistema do banco remotamente. No momento da prisão, os suspeitos tentavam acessar a rede de internet para dar início à subtração do dinheiro das contas de correntistas do banco.

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De acordo com a Polícia Civil, eles fingiam lanchar no local enquanto estavam logados no sistema da agência para executar as transações. O notebook utilizado por eles teria sido furtado de uma agência bancária no mês passado, e foi o que possibilitou o acesso ao sistema do banco por meio de uma VPN, ferramenta que permite o acesso remoto sem precisar estar dentro do banco. Além do equipamento, eles também usavam três roteadores, um modem 4G e dois repetidores de sinais para driblar a segurança do sistema.

As investigações da polícia apontam para a existência de uma grande quadrilha especializada em crimes desse tipo. Há, ainda, a possibilidade de participação de funcionários do banco na ação. Os funcionários envolvidos teriam cedido credenciais que facilitaram o acesso aos sistemas.

A atuação começa com o furto de computadores das agências, para que, posteriormente, os criminosos acessem o sistema e façam as transações, que já causaram prejuízo de aproximadamente R$3 milhões. A dupla presa nesta terça-feira já estava sendo monitorada por agentes e, segundo informações da polícia, agia em no mínimo outros dois estados do Brasil: São Paulo e Santa Catarina.

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Outros computadores roubados já foram identificados pelos investigadores. De acordo com o delegado Felipe Santoro, titular da 9ª DP, existe uma organização e divisão das tarefas entre os membros da quadrilha.

— Há um grupo especializado no furto e roubo dos laptops, outro grupo com conhecimento mais técnico, que utiliza os computadores para acessar remotamente o sistema transacional do banco e efetuar as transações bancárias, atuando como verdadeiros “gerentes”, para o faturamento da quadrilha. Há ainda um outro grupo que cede suas contas para receberem os valores conseguidos ilicitamente — explica o delegado.