Polícia prende em Paraty homem acusado de matar farmacêutico na Tijuca em março

Policiais militares da 2ª CIPM (Companhia Independente da Polícia Militar de Paraty) prenderam na manhã deste domingo, Rhyan Patrick dos Santos acusado de ter matado o farmacêutico Carlos Alexandre Rezende, de 40 anos, após uma tentativa de assalto na Tijuca em março desse ano. O acusado foi preso na Praia do Sono, em Paraty, na região da Costa Verde.

Violência: Acusado de feminicídio de técnica de enfermagem disse ao pai que houve um 'acidente envolvendo namorada'

Feminicídio: Ex-namorado de técnica de enfermagem acredita que acusado ficou com ciúmes dele

Carlos Alexandre Resende foi morto com um tiro na cabeça durante um assalto na Praça Carlos Paolera, na Tijuca, na manhã do dia 25 de março. Carlos esperava pela namorada, a farmacêutica Alessandra Moraes, de 42 anos, que estava chegando de viagem de São Paulo, onde eles moravam. Carlos era do Rio, mas morava em São Paulo e estava visitando a família na cidade quando o crime ocorreu.

A reciclagem de um crime: do fio de cobre ao bueiro, o caminho percorrido pelos metais furtados

Relembre o caso

Carlos Alexandre foi morto por volta das 5h40 do dia 25 de março, na Praça Carlos Paolera. Testemunhas relataram que ele foi baleado ainda dentro do carro, mas foi retirado do automóvel pelos bandidos, que o deixaram na rua.

O laudo elaborado pelo Instituto Médico-Legal (IML) apontou que a morte de Carlos Alexandre foi causada por "hemorragia interna com lesão de carótida direita". O ferimento, segundo os peritos, foi ocasionado por ação perfurocontundente (projétil de arma de fogo).

'Só um monstro faria isso': Madrasta de técnica de enfermagem desabafa após morte de jovem

O farmacêutico estava na praça aguardando a mulher, Alessandra Moraes Luiz, que veio de São Paulo em um ônibus fretado. Ela chegou por volta das 6h30 e ainda tentava fazer contato com o marido quando descobriu que ele estava morto.

Em entrevista ao GLOBO em março, a namorada de Carlos Alexandre, Alessandra Moraes, lamentou a morte do namorado e pediu por justiça.

— Carlos era uma pessoa ímpar na vida de todo mundo. Ele tem um legado de amigos. De uma forma muito insana, muito bruta, ele foi tirado da família e de mim também. Que ele não seja só mais uma estatística, porque pra nós ele não é, e nem pro mundo. Que alguma coisa seja feita porque, nós, hoje estamos sofrendo o que outra família pode sofrer — disse Alessandra Moraes.

Vascaíno, Carlos Alexandre tinha o hábito de frequentar o São Januário, estádio do time. Ele chegou a ser homenageado pela página oficial do clube, que lamentou a sua morte. “Lamentamos profundamente a morte de Carlos Alexandre Resende, assassinado brutalmente na Tijuca.

"Desejamos muita força aos amigos e familiares neste momento e que as investigações consigam achar e prender os culpados”, escreveu a página do clube acompanhada de uma foto de Carlos com a camisa do time. A família pretende manter o legado do vascaíno no seu estádio de coração.