Polícia prende homem acusado de atirar em ex-mulher e esfaqueá-la em Brás de Pina

Foi preso, no início da tarde deste sábado (18), o mecânico Joilson Tavares, 34 anos, acusado de esfaquear e atirar na ex-mulher, Nathalia Maria da Silva, na última quarta-feira (15), em Brás de Pina. Joilson foi encontrado por agentes da 33ª Delegacia de Polícia (Realengo) em uma casa em Santa Cruz. Segundo o titular da 33ª DP, delegado Flávio Rodrigues, ele não ofereceu resistência.

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O acusado teria dado socos e pontapés em Nathalia antes de efetuar os disparos e desferir os golpes de faca que deixaram a estudante dede 29 anos em estado grave no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo. Joilson e Nathalia têm um filho de 5 anos, que é autista, e teria presenciado o ataque. Após a agressão, ele deixou o local com a criança, que só foi entregue dois dias depois na 33ª DP (Realengo). Laís está internada em estado grave no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo. A Polícia Civil pediu ao Plantão Judiciário do Rio a prisão temporária do suspeito das agressões.

No hospital, Nathalia disse que “se separou do mesmo devido a várias brigas e agressões” e que o suspeito “ficou inconformado" quando ela arrumou um outro namorado, o que teria sido a razão das agressões. O agressor, de acordo com parentes de Nathalia, também era agressivo com a família dela. Ele já teria agredido a mãe e a avó da jovem, uma idosa de 65 anos.

Outras acusações

A família de Nathália prestou depoimento à Polícia Civil. Familiares relataram que as agressões de Joilson à vítima eram constantes. Segundo uma das irmãs, Laís Maria da Silva, mesmo depois da separação o ex-cunhado continuava com as ameaças. No dia 28 de maio, segundo Laís, ele invadiu a casa da avó delas, agrediu Nathália e bateu na avó, Eliane Maria da Silva, de 65 anos.

— Ele já agrediu quase todo mundo da família. Minha mãe, meu padrasto, minha avó. Minha irmã não podia discordar de nada dele que começavam as agressões. Qualquer coisa ele se estressava. E a gente tentava entrar no meio, porque a gente é família né? A gente não vai ver alguém fazendo mal a um familiar nosso e ficar parado, sem fazer nada — contou Laís Maria da Silva, irmã da vítima.

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De acordo com a família, após a última agressão no dia 28, Nathalia foi até a delegacia da Pavuna (39DP) para registrar a ocorrência e entrar com um pedido de medida protetiva. Na ocasião, porém, ela não conseguiu fazer o registro pois foi informada de que precisaria saber o endereço do agressor. Ela não tinha essa informação. Nathália ainda tentou procurar a DEAM, em São João de Meriti, mas não conseguiu entrar com o pedido da medida protetiva.

— Se ela tivesse conseguido fazer o registro há 15 dias atrás, talvez agora a gente não tivesse passando por essa situação — enfatizou Laís.

A Polícia Civil ouviu a vítima, que mesmo debilitada conseguiu confirmar que o crime foi cometido pelo ex-marido, com quem ela foi casada por sete anos. De acordo com Nathália, eles estavam separados há um ano, justamente pelas frequentes brigas e agressões verbais e físicas cometidas contra ela por Joilson. A jovem contou para a polícia que o agressor ficou inconformado quando ela se envolveu em um outro relacionamento e passou a ameaçá-la de forma recorrente.

Nathália descreveu para os investigadores que na última quarta-feira foi levar o filho de cinco anos a uma consulta médica. Na volta, os dois foram abordados por Joilson e entraram no carro dele, da marca VW Santana. Ela e o pai da criança estavam no banco da frente e o filho no banco de trás, quando começou uma discussão e Joilson passou a agredi-la com socos, depois facadas e no final o autor das agressões ainda deu um tiro na vítima, com a pistola que costuma carregar com ele.

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