Polícia prende homem apontado como o Escobar brasileiro

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil prendeu Anderson Lacerda Pereira, 42, conhecido como Anderson Gordão, suspeito de ser um dos maiores traficantes do país e que estava foragido.

Segundo a polícia, a prisão ocorreu na tarde desta segunda-feira (5) em Poá, na região metropolitana de São Paulo. Ele almoçava em um restaurante popular na avenida Antônio Massa, no centro do município, quando foi encontrado pela polícia.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa do suspeito, que iria passar por audiência de custódia nesta terça (6). Ao portal UOL, seu advogado disse que falaria oportunamente.

Pereira foi preso por investigadores do 103º Distrito Policial, de Itaquera, na zona leste da capital. "Os policiais realizavam trabalhos de investigação quando encontraram o suspeito, que era procurado pela Justiça", diz a Secretaria da Segurança Pública.

Ele era procurado havia cerca de cinco anos. A investigação que acabou provocando sua prisão teria começado após uma apreensão de drogas, anotações do tráfico e armas, de novembro de 2021, na região de Itaquera.

Foi por meio das anotações que a polícia chegou até um homem considerado braço direito de Pereira. Os dois acabaram encontrados no restaurante e presos.

Apontado como um dos maiores traficantes do país, ele ficou conhecido entre os policiais por se inspirar em Pablo Escobar, o narcotraficante colombiano líder do cartel de Medellín e morto pela polícia em 1993.

Entre outros, Pereira chegou a ser investigado por causa do envio de toneladas de drogas para a Europa via Porto de Santos.

Bastante conhecido em Arujá, também na região metropolitana de São Paulo, onde tem casas de luxo, ele é suspeito de ter se infiltrado na prefeitura e fechado contratos milionários sem licitação.

Em nota, a Prefeitura de Arujá diz que a empresa investigada foi substituída em 2020 e que nunca prestou serviços pela atual administração.

Pereira chegou a ter um pequeno zoológico em um sítio em Santa Isabel, cidade vizinha a Arujá.

O suspeito teria montado mais de 30 clínicas médicas e odontológicas na Grande São Paulo. Um dos hospitais teria sido erguido para atender integrantes da facção criminosa PCC em caso de confronto com a polícia.