Polícia prende suspeitos de fornecer drogas na cracolândia, em SP

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Cinco homens e uma mulher foram presos na manhã desta quinta-feira (26), na Grande São Paulo, suspeitos de integrar uma facção criminosa responsável por abastecer com drogas a região central da capital paulista, principalmente a cracolândia. Entre os detidos está um homem apontado pela polícia como "químico do tráfico".

Agentes da 1ª Seccional da capital paulista investigam há dez meses a logística e organização de traficantes na região da cracolândia, onde ocorre uma "feira da droga" ao céu aberto, com direito a camarote de até R$ 15 mil.

As investigações descobriram que o tráfico movimenta cerca de R$ 200 milhões por ano na região. O grupo criminoso PCC (Primeiro Comando da Capital) seria responsável pela área, onde também oferece "serviço de hospedagem" para usuários, além de arrendar pontos de venda de drogas, principalmente o crack.

"Com base nas investigações, identificamos os líderes do esquema e, nesta quinta, fomos atrás de alguns deles", afirmou Luiz Carlos Zaparoli, chefe de investigações da 1ª Seccional.

O policial acrescentou que 80 agentes saíram às ruas para cumprir 11 mandados de prisão e a mesma quantidade de buscas e apreensões em Franco da Rocha e Francisco Morato, na Grande SP. Os documentos foram expedidos pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

Desta ação, resultaram as seis prisões, além da apreensão de notebooks, tablets e anotações dos criminosos, que a polícia vai analisar para tentar entender como funciona o gerenciamento da venda de drogas na cracolândia.

Entre os presos, cujas defesas não haviam sido localizadas até a publicação desta reportagem, está um homem apontado como "químico do tráfico". "Ele é responsável por tratar quimicamente as drogas, fornecendo as pedras de crack e outras drogas sintéticas para o centro de São Paulo, principalmente na cracolândia", afirmou o investigador.

"As investigações estão nos indicando que os valores da venda de drogas na região da cracolândia, até o momento estimados em R$ 200 milhões, podem ser superiores a isso", disse ainda o policial.

Durante as investigações, a polícia identificou e prendeu no mês passado uma mulher conhecida como "Gatinha da Cracolândia", apontada como dona de uma barraca de venda de drogas, que lhe renderia por mês cerca de R $ 500 mil, ainda de acordo com a polícia. .

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