Polícia procura por 4º suspeito de envolvimento em chacina de família no DF

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil do Distrito Federal procura por um quarto suspeito de participação nos crimes que causaram a morte de pelo menos sete pessoas de uma mesma família, entre elas três crianças, no Distrito Federal.

O homem de 26 anos, identificado como Carloman dos Santos Nogueira, está foragido. Ele teria, segundo as investigações, relação próxima com outro envolvido. A polícia também diz haver evidências de natureza técnica que vinculam o suspeito ao cativeiro e ao carro de uma das vítimas.

Outros três suspeitos, de 56, 49 e 34 anos, já haviam sido detidos por policiais da 6ª Delegacia de Polícia Civil de Paranoá (DF). Os três ainda não apresentaram defensores, segundo a corporação.

Os corpos da cabeleireira Elizamar Silva, 39, de três filhos dela, da sogra e de uma cunhada foram encontrados entre sexta (13) e sábado (14). Carbonizados, os seis estavam dentro de dois veículos, localizados em estradas de Goiás e Minas Gerais.

Já o corpo do sogro de Elizamar, Marcos Antônio Lopes de Oliveira, foi encontrado na quarta-feira (18) em uma casa na região de Planaltina. O local servia como cativeiro. Marcos era descrito por investigadores como um possível suspeito de cometimento dos assassinatos.

Outras três pessoas continuam desaparecidas -entre eles Thiago, marido de Elizamar e filho de Marcos Antonio. Também estão desparecidas uma ex-mulher de Marcos Antonio e uma filha dele.

De acordo com a Polícia Civil do DF, um dos presos afirmou que o sogro e o marido da cabeleireira seriam os mandantes do sequestro da família e que o objetivo era ficar com o dinheiro da venda de uma casa.

Esse preso teria vivido um tempo na casa do avô das crianças, onde teria obtido informações sobre a venda de uma casa da família, avaliada em R$ 400 mil.

Na manhã da última quarta-feira (18), em entrevista ao programa Encontro, da TV Globo, os delegados Alexandre Lourenço e Rilmo Braga, da Polícia Civil de Goiás, trataram os quatro desaparecidos como mortos e deram como certa a participação de pai e filho nos crimes.

A informação, no entanto, foi rechaçada pela Polícia Civil do DF. "Eles não são os responsáveis pelo inquérito. As informações que deram foram precipitadas, principalmente com relação a dizer que os quatro desaparecidos estão mortos. Isso é lamentável. A gente não trabalha com achismos", disse Darbas Coutinho, chefe da comunicação da polícia do DF.

"Pode ser que os quatro sejam até coautores dos crimes para matar os outros seis. Ainda faltam perícias e muitas diligências, não dá para fazer essas afirmações agora", completou.