Polícia reforça a segurança contra protestos de agricultores na Índia

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Forças de segurança indianas observam atrás de arame farpado e barricadas uma manifestação contra a reforma agrícola em Ghazipour, nos arredores de Nova Deli, em 30 de janeiro de 2021

A polícia indiana reforçou neste sábado(30) a segurança em torno dos acampamentos na entrada de Nova Déli, onde agricultores protestam há dois meses contra as novas leis da reforma agrícola.

Centenas de milhares de manifestantes ocupavam a área, onde as conexões de internet foram cortadas a pedido das autoridades.

Os agricultores se opõem às reformas voltadas para a liberalização dos mercados agrícolas, regulamentados há décadas por agências estatais com preços mínimos garantidos, pois acreditam que permitirão aos conglomerados indianos o controle da indústria agroalimentar.

O governo afirma que essas reformas aumentarão a eficiência e a renda das fazendas. Esse teste de força se tornou o maior desafio para o primeiro-ministro nacionalista, Narendra Modi, que assumiu o poder em 2014.

As tensões aumentaram na terça-feira, Dia do Feriado Nacional, quando milhares de manifestantes entraram em Nova Déli com tratores antes de invadir o icônico Forte Vermelho.

Um fazendeiro morreu quando seu trator capotou acidentalmente e cerca de 400 policiais ficaram feridos.

Desde então, o governo implantou milhares de policiais e paramilitares em Nova Déli e nos arredores dos acampamentos.

Pelo menos 10.000 novos manifestantes se uniram ao grupo desde quinta-feira, de acordo com observadores.

Nos acampamentos, muitos agricultores organizaram um jejum de um dia no sábado, 73º aniversário do assassinato do líder da independência Mahatma Gandhi, para mostrar que estão pacíficos.

Na sexta-feira, confrontos eclodiram na capital entre centenas de agricultores e opositores a seu movimento. Para grupos locais, os agricultores devem sair, mas os líderes do movimento garantem que o protesto vai continuar.

O peso do setor agrícola no país é considerável, pois garante a subsistência de cerca de 70% dos 1,3 bilhão de habitantes e contribui com 15% do PIB.

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