Polícia resgata 20 galos usados em rinhas que abasteciam caixa de milícia em Rio das Pedras

Uma operação conjunta do Comando de Polícia Ambiental (CPAm), da Polícia Militar, e da Delegacia de Proteção ao Meio-Ambiente (DPMA), da Polícia Civil, resultou na desarticulação, nesta quinta-feira (28), de um espaço usado para a prática de rinhas de galo na comunidade de Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio. A favela é reduto de uma das mais antigas milícias do estado. Segundo a polícia, parte do lucro auferido com as disputas entre as aves abastecia o caixa da quadrilha.

No local, foram resgatadas 20 galos, que eram mantidos em pequenos cubículos, com espaço apenas para a passagem da cabeça. Muitos deles estavam machucados, apresentando ferimentos decorrentes das rinhas. Os animais foram levados para a Fazenda Modelo, em Guaratiba, também na Zona Oeste, onde serão tratados.

Um homem, apontado por agentes que participaram da ação como responsável pelo local, foi preso em flagrante pelo crime de praticar abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres ou domésticos. Ele foi identificado como Fernandez Martins Justino, de 54 anos. A pena pode variar de três meses a um ano de reclusão, além de multa.

No local, também foram encontrados vários materiais associados às rinhas, como esporas e até um cercado utilizado como ringue, onde as disputas aconteciam. Todos os itens, assim como o preso, foram encaminhados à sede da DPMA, na Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio.

Os agentes localizaram ainda murais que eram utilizados para controlar as informações relativas a cada rinha, com dados como galo vencedor e o tempo que durou a luta. As anotações indicam que a última atividade realizada no espaço se deu há poucos dias, no último domingo.

Os murais também continham os nomes de apostadores, que ainda não foram identificados. As investigações sobre a atividade ilegal ficarão, agora, a cargo da própria DPMA.

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