Polícia de SP detém 'rei dos cassinos' em nova operação contra jogos de azar

ROGÉRIO PAGNAN
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O empresário Reginaldo Moraes de Campos, 47, considerado o "rei dos cassinos" clandestinos, foi detido na madrugada desta quinta-feira (15) pela Polícia Civil de São Paulo durante operação, na zona oeste capital, para fechamento de casa de jogos de azar. Campos é apontado por policiais paulistas como o verdadeiro dono dos principais cassinos de luxo em funcionamento na capital e grande São Paulo. Duas dessas casas foram fechadas no mês passado, entre elas a unidade em que estavam o jogador Gabigol e o funkeiro MC Gui. De acordo com policiais ouvidos pela Folha, Campos foi levado para um distrito policial para prestar esclarecimentos e, na sequência, foi liberado porque a exploração de jogos de azar e o crime contra a saúde pública, pela aglomeração, não permitem prisão em flagrante. As novas informações serão, porém, encaminhadas para o inquérito principal que investiga suposta organização criminosa e lavagem de dinheiro. A polícia também investiga suposta proteção de policiais a esse empresário e, também, ao suposto sócio dele, o empresário Reynaldo Schulttais Junior. A casa fechada na madrugada fica na Avenida Professor Fonseca Rodrigues, no Alto de Pinheiros, zona oeste. Ao todo, foram flagradas 37 pessoas participando de jogos de azar, a maioria sem máscaras de proteção. Jogos de azar são proibidos no Brasil de os anos 1940. De acordo com as investigações da polícia, o grupo de Campos emprega dezenas de funcionários, incluindo alguns vindos do Paraguai e Uruguai. Entre os clientes estão empresários e outros milionários dispostos a gastar muito dinheiro, mesmo correndo riscos. Além da casa fechada na madrugada desta quinta no dia 14 de março, foram fechadas a unidade da rua Alvorada, no Itaim Bibi, onde estavam o atacante do Flamengo e o funkeiro MC Gui. Outra unidade ficava na rua João Cachoeira, também no Itaim Bibi. A polícia também investigou um cassino dele na região de Alphaville, mas a casa deixou de funcionar antes de a polícia fechá-la em nova operação. No cassino fechado na madrugada desta quinta-feira na capital, os policiais também encontraram mesas de jogos custam milhares de reais. A montagem de um cassino de luxo custa, segundo policiais, entre R$ 8 milhões e R$ 30 milhões. Desde o ano 2000, Campos foi flagrado várias vezes explorando jogos ilegais, na capital e no interior, e teve passagens por estelionato, emissão de cheques frios, uso de documentos falsos e até desrespeito à lei do estatuto do idoso. Chegou a ser condenado, mas as penas se limitaram a pagamento de multas, trabalhos comunitários e regime semiaberto. Atualmente, não há nenhuma ordem de prisão contra ele. A reportagem não consegui contato com Campos, que também atende pelo apelido de Regi, Régis e Gil. Schulttais Junior, em entrevista anterior, nega tem participação em jogos de azar e disse estranhar o fato de o nome dele ter sido envolvido em suspeitas desse tipo.