Polícia de SP investiga mensagens racistas contra criança de 2 anos que teriam sido escritas por vereador

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A Polícia Civil de São Paulo investiga uma denúncia de racismo que teria sido cometido pelo vereador da cidade de Planalto Gercimar Maximiliano de Mattos (Solidariedade), conhecido como Gilson do Bar, contra uma criança de apenas 2 anos. Ele nega as acusações. À TV Tem, afiliada da TV Globo, a mãe da menina, Carolaine Vilela, disse que as mensagens, com insultos racistas, como "pretinha feia e fedida", e seguidos até de ameaça de morte, teriam sido escritas pelo parlamentar após a publicação de uma foto onde sua filha, que é negra, aparece ao lado da filha dele, de 4 anos. As duas crianças são colegas, já que a atendente é amiga da ex-mulher de Gercimar.

Carolaine divulgou uma captura de tela do celular, que diz ser de uma conversa com Gercimar. As mensagens, supostamente escritas pelo vereador, contém uma série de insultos racistas à criança e ameaças à mãe.

"Eu não quero essa sua filha pretinha feia e fedida com a minha filha mesmo ela está colocando a (nome da menina) no mesmo caminho da ... e para a minha filha eu quero o melhor", diz uma das mensagens. "Minha filha não entende o que é certo ou errado, mas se vocês insistir (sic) nisso é essa sua neguinha que vai pagar o preço".

O caso está sendo investigado sob sigilo na Delegacia Seccional de São José do Rio Preto. Os investigadores já ouviram Carolaine e coletou mensagens de aplicativo contidas no celular. Ela ainda será ouvida novamente, assim como o parlamentar será intimado a prestar depoimento. Além disso, a Câmara Municipal de Planalto (SP) instaurou uma Comsisão Processante para investigar se Gilson do Bar cometeu quebra de decoro parlamentar.

— Quando ele falou que a minha filha era uma pretinha fedida e feia eu fiquei sem chão, não tive reação na hora. Foi em choque que eu fiquei — disse Carolaine em entrevista à TV Tem. — Tive que mudar de casa porque não estava me sentindo segura, por causa das ameaças de vida. A menina não está podendo mais frequentar a creche. Vou sozinha para o serviço, mas, à noite, meus patrões precisam me trazer de volta.

Verador nega acusação

O GLOBO tentou entrar em contato com Gercimar, mas não obteve retorno. Ao G1, ele disse que nunca enviou as mensagens divulgadas por Carolaine

— Eu inclusive trabalho com criança. Jamais, nunca na vida, eu teria coragem de ofender um adulto dessa forma, o que dirá uma criança — disse o vereador.

O advogado, segundo o G1, entrou com pedido na Justiça para que o procedimento da Câmara seja suspenso. Ele também afirmou que o cliente não cometeu os crimes de ameaça e de injúria.

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