Polícia tenta identificar criminoso que baleou esposa do presidente da Comlurb ao entrar por engano em favela do Rio

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Policiais da 21ª DP (Bonsucesso) tentam identificar o criminoso que baleou a dentista e tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Renata de Carvalho Gil Lopes, esposa do diretor-presidente da Comlurb Flavio Lopes, na tarde desta quarta-feira, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio. Ela estava dirigindo um Volvo XC60 pela Avenida Brasil, seguindo em direção à Barra da Tijuca, quando perdeu a entrada da Linha Amarela e acabou entrando, seguindo orientações de um aplicativo, na Vila do João, no Complexo da Maré, e tendo o carro alvejado por pelo menos dez tiros. Ferida de raspão no tórax e no pescoço, ela conseguiu seguir até o Hospital Vitória, onde foi atendida.

De acordo com o delegado Hilton Alonso, titular da 21ª DP (Bonsucesso), Renata prestou depoimento na noite de ontem e narrou detalhes da dinâmica do crime. Ao entrar na comunidade e se deparar com os criminosos, ela saiu do veículo com as mãos para o alto e os avisou que estava pedida e estava por engano no local. Mesmo baleada, a dentista assumiu novamente a direção e andou por pelo menos mais 20 quilômetros até a unidade de saúde. Na emergência, ela passou por exames, como uma tomografia, e foi liberada.

Ainda segundo o delegado, o carro de Renata irá passar por uma perícia feita por profissionais do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). Ao Globo, o diretor-presidente da Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio (Comlurb) Flavio Lopes limitou-se a dizer ontem que "está tudo bem".

O Rio registrou outros de casos de pessoas baleadas após entrarem por engano em comunidades. Em outubro de 2020, o gerente de produtos e projetos da Editora Globo Christiano Coimbra de Mendonça foi baleado ao entrar numa rua que dá acesso à comunidade da Cidade Alta, localizada às margens da Avenida Brasil.

Em dezembro de 2019, um casal de turistas suíços foi atacado por criminosos armados também na Cidade Alta. No mesmo ano, em agosto, um homem também foi baleado quando transitava pela Avenida Brasil e um aplicativo sugeriu que entrasse numa rua que dava acesso à favela Cinco Bocas, em Brás de Pina, na Zona Norte. Em fevereiro, uma criança de 11 anos foi baleada após o carro da família entrar por engano em um dos acessos à comunidade do Rato Molhado, no bairro Ampliação, em Itaboraí.

Em 2017, a mídia britânica colocou em xeque a segurança do Brasil para turistas ao repercutir o caso de Eloise Dixon, baleada em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio, após errar o caminho e entrar com a família em uma favela. Já em 2016, o italiano Roberto Bardella, de 52 anos foi morto com um tiro na cabeça por traficantes no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa. Ele viajava de moto pela América do Sul na companhia de um primo.

Há cinco anos, um casal de idosos teve o carro metralhado por traficantes ao entrar por engano na comunidade do Caramujo, no Fonseca, em Niterói, na Região Metropolitana. As vítimas saíram do bairro do Leme, na Zona Sul do Rio, para ir a um restaurante em São Francisco, na Zona Sul da cidade vizinha, e utilizaram um aplicativo de localização no celular, que indicou o caminho pela favela.

Em 2013, um engano no trajeto terminou com um engenheiro baleado na cabeça ao entrar na Vila do João, no Complexo da Maré, em Bonsucesso, Zona Norte do Rio. Gil Augusto Gomes Barbosa, tinha 50 anos. Ele estava a caminho do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) para buscar a sua mulher, quando ela ligou para avisar que já estava indo para casa em um táxi. Gil tentou fazer o retorno mas entrou na favela por engano e acabou atingido.

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