Polícia vai ouvir parentes de mulher que matou os dois filhos em Guapimirim

·2 min de leitura

A Polícia Civil vai colher, na tarde desta quarta-feira, mais depoimentos de familiares de Stephani Ferreira Peixoto, que matou a facadas dois filhos, de 6 e 3 anos, na última segunda-feira, em Guapimirim, na Baixada Fluminense. A partir das 14h, o delegado responsável pelo caso e titular da 67ª DP (Guapimirim), Antônio Silvino Teixeira, deve ouvir uma prima e uma tia de Stephani.

Entre os pontos abordados, a polícia deseja esclarecer se a dona de casa, de 36 anos, realizava tratamento psiquiátrico, o que foi negado em um primeiro momento pelo marido e pelo pai de Stephani. Após ouvir as testemunhas, o delegado vai decidir se pede à Justiça a realização de um laudo psiquiátrico.

Na última segunda, os irmãos Bruno Leonardo Ferreira da Silva, de 6 anos, e Arthur Moisés Ferreira da Silva, de 3, foram mortos pela mãe na casa da família. Stephany ainda tentou se matar, segundo a polícia, logo após o assassinato das crianças. Ela foi levada para o Hospital Municipal José Rabello de Mello, onde ficou sob custódia até sair no início da tarde desta terça-feira para ser levada para o Complexo de Gericinó, em Bangu.

— Vamos ouvir os parentes hoje para verificar se há antecedentes e apurar essa história de que a moça passava por tratamento médico a princípio. O pai e o marido negaram, mas vamos esclarecer ouvindo mais familiares. Ainda não pedi nenhum laudo, pois é preciso confirmar essa informação. Após os depoimentos de hoje, vamos decidir pelo prosseguimento da investigação e por qual linha de atuação seguir — disse Teixeira.

Também nesta quarta, a polícia deve receber resultado de uma perícia realizada em dois telefones celulares apreendidos no dia do crime, um pertencente a Stephani e mais um de outro filho da suspeita, um adolescente de 15 anos, e que foi utilizado por ela para falar com o marido após cometer o crime.

Paralelo aos depoimentos, agentes da delegacia de Guapimirim vão realizar novas diligências na vizinhança da família. Os policiais pretendem averiguar informações de que o casal teria tido uma briga na última sexta-feira, o que teria ocasionado gritos, ouvidos pelos vizinhos. Além disso, uma outra discussão também teria ocorrido alguns dias após a virada do ano.

Na terça, os agentes periciaram a residência da família e encontraram a arma do crime: uma faca mediana que estava no chão da cozinha.

Stephani foi levada no fim da tarde de ontem para o Complexo do Gericinó, onde permanece presa, aguardando audiência de custódia. Na saída do Hospital Municipal José Rabello de Mello, onde foi atendida, houve confusão entre parentes, que foram dar apoio, e pacientes da unidade, que gritavam palavras de ordem contra a suspeita.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos