Polícia volta a usar gás lacrimogêneo após violência em protestos

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Manifestantes contrários ao golpe militar marcham nas ruas de Cartum, em 17 de novembro de 2021 (AFP/-)

As forças de segurança sudanesas voltaram a lançar gás lacrimogêneo na manhã desta quinta-feira (18) contra manifestantes antigolpe concentrados em Cartum, um dia depois do dia mais sangrento desde o golpe de 25 de outubro, com 15 mortos.

Hoje, com as comunicações telefônicas restabelecidas após o corte do dia anterior, as forças de segurança tentaram dispersar dezenas de manifestantes que permaneceram em suas barricadas na periferia norte da capital.

Apenas nesta área, pelo menos 11 pessoas morreram na véspera, incluindo uma mulher, vítimas dos disparos das forças de segurança que miravam "na cabeça, no pescoço, ou no tronco", relatou um sindicato de médicos pró-democracia.

Pelo menos 39 pessoas, incluindo três adolescentes, morreram desde o início do golpe, e centenas ficaram feridas.

A vice-secretária de Estado para Assuntos Africanos, Molly Phee, condenou, nesta quinta, a "violência contra manifestantes pacíficos".

A desconexão provocada por três semanas de corte de Internet se reflete nas mobilizações. Depois das dezenas de milhares de pessoas reunidas nas grandes manifestações de 30 de outubro e de 13 de novembro, ontem eram apenas milhares.

Diante da multidão, as forças de segurança se mobilizaram com força, bloqueando as pontes que ligam Cartum às suas favelas e avenidas normalmente usadas pelos manifestantes, em 2019, para protestar contra o ditador Omar al Bashir e, agora, contra o general Abdel Fattah al Burhan, líder do golpe.

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