Polícia de Washington confirma identidade dos mortos durante invasão do Congresso dos EUA

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BAURU, SP (FOLHAPRESS) - Autoridades de Washington confirmaram oficialmente a identidade das cinco pessoas que morreram durante ou em decorrência da invasão do prédio do Congresso dos Estados Unidos na última quarta-feira (6). Duas mulheres e três homens, incluindo um policial, perderam suas vidas em um dia que entrou para a história como palco de um dos maiores ataques à democracia americana. A primeira confirmação foi a morte de Ashli Babbitt. Natural de San Diego, na Califórnia, ela tinha 35 anos, era veterana da Força Aérea americana e apoiadora fervorosa do presidente Donald Trump. Morreu após ser baleada por um agente da polícia do Capitólio enquanto tentava invadir um dos salões do Congresso. O policial Brian Sicknick, que trabalhava no prédio do Legislativo americano, morreu na noite desta quinta-feira (7) depois de ter sofrido ferimentos ao "se envolver fisicamente com os manifestantes", segundo comunicado da polícia do Capitólio. Ele trabalhava na unidade desde 2008. Benjamin Phillips, 50, também teve sua morte confirmada pela polícia de Washington. Natural de Bloomsburg, na Pensilvânia, ele ajudou a transportar um grupo de apoiadores de Trump que foram à capital americana para participar do comício onde o presidente insuflou o que ser tornaria a invasão do Capitólio, mas não chegou a participar dos atos. De acordo com um membro do grupo, um policial retornou uma das várias ligações ao telefone de Phillips e disse que ele morreu em decorrência de um derrame. A quarta vítima foi Kevin Greeson, 55, de Athens, no Alabama, que sofreu um ataque cardíaco enquanto estava em Washington. Segundo sua família, ele "não estava lá para participar de atos de violência", mas, nas redes sociais, Greeson também era um ferrenho defensor de Trump e de grupos extremistas. Rosanne Boyland, 34, também morreu na capital americana na última quarta-feira. Natural de Kennesaw, na Geórgia, ela participou do comício do presidente em Washington e morreu em circunstâncias que ainda não foram esclarecidas. Segundo relatos de familiares, Boyland era uma das maiores fãs de Trump.