Política russa é processada por tuíte sobre soldados mortos na Ucrânia

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As autoridades russas abriram uma investigação nesta sexta-feira (22) contra a política Helga Pirogova, uma das últimas aliadas do opositor Alexei Navalny no país.

Ela foi acusada de "divulgar informações falsas", após criticar os funerais de soldados mortos na Ucrânia.

Responsável pelos principais processos criminais, o Comitê de Investigação da Rússia informou o início de um julgamento contra Helga Pirogova por divulgação pública de informações falsas sobre o Exército.

Pirogova, de 33 anos, é membro da Câmara Municipal de Novosibirsk, a terceira maior cidade da Rússia. Em 15 de julho, a política reagiu a um artigo no Twitter publicado pelo site independente Mediazona que falava sobre os luxuosos funerais de voluntários russos mortos no conflito na Ucrânia.

"Esses funerais luxuosos são organizados em vão", escreveu, acrescentando que gostaria de "ressuscitar" esses voluntários mortos para "lançá-los de volta ao túmulo".

De acordo com o artigo do Código Penal invocado, ela pode ser condenada a três anos de prisão.

Na quinta-feira (21), Helga foi interrogada e brevemente detida na delegacia central de polícia de Novosibirsk.

"Precisam de um inimigo interno, com o qual possam lutar de maneira fácil, porque é custoso fazer isso com seu inimigo externo", disse a jovem à AFP, acrescentando que está grávida de quatro meses.

Diante do escândalo gerado por suas declarações, divulgadas pela mídia favorável ao Kremlin, a política apagou o tuíte e depois afirmou no Facebook que sua reação foi "muito emotiva".

Pirogova fez campanha em 2020 com uma equipe local do principal opositor russo Navalny, que cumpre pena de nove anos de prisão.

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