Políticos e militares devem ser vacinados contra covid-19 primeiro? Opas responde

·1 minuto de leitura
Uma enfermeira chilena com uma dose da Coronavac

Um país deve vacinar seus políticos e autoridades civis e militares contra a covid-19 primeiro? De acordo com as recomendações da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), não necessariamente.

Questionado sobre o assunto durante conversa com usuários das redes sociais nesta quinta-feira (18), o vice-diretor da Opas, Jarbas Barbosa, apontou com clareza as prioridades da vacinação contra o coronavírus recomendadas pela agência, órgão regional da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ele disse que os profissionais de saúde devem ser imunizados primeiro, "porque são os mais expostos", assim como os trabalhadores em contato com idosos e em "áreas sociais chaves para o país".

Acrescentou que, em seguida, deveriam buscar "salvar vidas", protegendo "aqueles que têm maior probabilidade de desenvolver formas graves (da doença) e morrer de covid-19". Nesse grupo ele colocou idosos e adultos com doenças crônicas.

“Essas deveriam ser as prioridades, essa é a recomendação da OMS e da Opas”, afirmou Barbosa.

Ele não mencionou nenhum cargo público em particular. Porém, ressaltou que a OMS/Opas se limita a aconselhar sobre os grupos prioritários, mas são os países que tomam a decisão final.

Ao detalhar os aspectos que um plano nacional de vacinação deve incluir, Barbosa destacou várias dimensões: desde a revisão dos processos regulatórios e de importação de vacinas até a avaliação da cadeia de frio para conservar as doses, o treinamento do pessoal que deve administrar a vacina e o desenvolvimento de uma estratégia de comunicação à população, esclarecendo quais vacinas serão usadas e quão eficazes e seguras elas demonstraram ser.

ad/gma/ic/am