Políticos e ONGs pedem Natal "sem Amazon" na França

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Centro de distribuição da Amazon em Las Vegas, Estados Unidos
Centro de distribuição da Amazon em Las Vegas, Estados Unidos

Políticos de esquerda e ecologistas franceses, incluindo a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, e personalidades do mundo cultural assinaram um pedido nesta terça-feira com o compromisso de não comprar na Amazon os presentes de Natal.

"Querido Papai Noel, este ano nos comprometemos a um #NoëlSansAmazon (#NatalSemAmazon)", afirma o texto.

A petição critica as consequências negativas do ponto de vista social, fiscal e ambiental do desenvolvimento da Amazon, a gigante americana do comércio online.

A campanha defende compras de Natal no comércio local ou recorrer à economia circular.

"Não é apenas um apelo para não comprar na Amazon, é também uma petição positiva em benefício dos comerciantes locais e de um comércio eletrônico mais sustentável", declarou o deputado ecologista Matthieu Orphelin.

Vários políticos e ONGs - como a France Nature Environnement e o Greenpeace -, além da Confederação de Comerciantes da França e o Sindicato de Livrarias assinaram a petição.

A campanha pede como presente de Natal leis que freiem o avanço do gigante digital na França.

Neste sentido, os signatários pedem a proibição da instalação de novos armazéns da Amazon e leis que "acabem com a concorrência desleal e a injustiça fiscal entre gigantes digitais e os comércios físicos e locais".

A petição defende leis que "beneficiem nossa economia e não a fortuna delirante de Jeff Bezos", o criador da Amazon.

A petição segue uma coluna de opinião assinada por políticos, sindicalistas, livreiros e editores que pedem um imposto excepcional a ser aplicado sobre as vendas da Amazon e destacam a necessidade de “parar urgentemente a expansão da gigante da internet”.

“Para nossa tristeza, nos tornamos o megafone de algumas organizações que querem garantir uma melhor cobertura da mídia sobre as causas que representam”, reagiu Amazon France em nota enviada à AFP.

“Esses grupos se apoiam, muitas vezes voluntariamente, em informações enganosas”, acrescentou.

A direção da Amazon na França responde as críticas com a afirmação de que nos últimos 10 anos criou 9.300 empregos diretos no país.

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