Polônia diz que Belarus encenou intrusão armada na fronteira, convoca enviado

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Bandeiras da Polônia e da União Europeia

VARSÓVIA (Reuters) - A Polônia acusou Belarus nesta quarta-feira de encenar uma intrusão armada na fronteira e disse que convocou o encarregado de negócios bielorrusso para protestar sobre o que disse ser "uma escalada deliberada" da crise de imigrantes na fronteira.

Belarus rejeitou a alegação como infundada e afirmou que ela que tinha o objetivo de manchar sua imagem. O governo bielo-russo também nega as acusações da Polônia e da União Europeia de que está encorajando deliberadamente imigrantes ilegais para que entrem na Polônia e em outros Estados da UE através do país vizinho.

A Polônia impôs um estado de emergência na fronteira para conter o aumento no número de migrantes de países como Afeganistão e Iraque que tentam entrar em seu território via Belarus.

O Ministério das Relações Exteriores da Polônia disse que indivíduos uniformizados não identificados armados penetraram no território polonês vindos de Belarus na noite de segunda-feira.

"O vice-ministro das Relações Exteriores, Piotr Wawrzyk, encaminhou um protesto enfático... contra a violação da fronteira do Estado polonês, enfatizando que as ações tomadas pelas autoridades bielorrussas nas últimas semanas têm as marcas cada vez mais evidentes de uma escalada deliberada", disse o ministério em um comunicado.

O porta-voz do Comitê Estatal da Guarda de Fronteira de Belarus, Anton Bychkovsky, negou a acusação, que ele disse ter como objetivo permitir que a Polônia estenda seu estado de emergência na fronteira.

A convocação do enviado bielorrusso Alexander Chesnovsky ocorreu na terça-feira. Foi a terceira vez em um mês que ele foi chamado para responder a perguntas sobre a situação na fronteira, onde centenas tentam cruzar ilegalmente todos os dias.

A Comissão Europeia e a Polônia dizem que o fluxo de migrantes foi orquestrado por Belarus como uma forma de guerra híbrida projetada para pressionar a União Europeia sobre sanções impostas a Minsk. Belarus nega.

(Reportagem de Pawel Florkiewicz, Anna Wlodarczak-Semczuk e Matthias Williams)

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