Polônia e Hungria reforçam posição sobre impasse orçamentário da UE

Por Marton Dunai e Alan Charlish
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Por Marton Dunai e Alan Charlish

BUDAPESTE/VARSÓVIA (Reuters) - Os primeiros-ministros da Polônia e da Hungria acusaram os países da União Europeia de chantagem, nesta quarta-feira, fincando suas posições depois de vetarem o Orçamento do bloco e o pacote de recuperação pós-Covid.

Os dois países bloquearam na segunda-feira o Orçamento 2021-2027 da UE e o plano de recuperação, no valor de 1,85 trilhão de euros, porque o acesso aos recursos estaria condicionado ao respeito ao Estado de Direito.

O primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki, disse que pedirá aos parlamentares que votem uma resolução apoiando a posição do governo em relação ao veto, após um discurso no Parlamento em que protestou contra o que considerou ser um tratamento desigual de alguns Estados membros.

"Se nossos parceiros não entenderem que não concordamos com o tratamento desigual dos Estados... então realmente usaremos esse veto no final", afirmou ele.

A Polônia fez das reformas do judiciário um elemento-chave de sua tentativa de remodelar o país e remover o que vê como um resíduo da influência comunista. Críticos, incluindo a Comissão Europeia, dizem que as reformas visam aumentar o controle político dos tribunais.

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, cujo governo nacionalista está sendo investigado por minar a independência dos tribunais, da mídia e de organizações não governamentais da Hungria, vinculou seu veto à oposição à imigração em massa para a União Europeia.