Polônia proibirá que gays solteiros e casados adotem filhos

Gabriela Baczynska e Anna Wlodarczak-Semczuk
·1 minuto de leitura
Vista de Varsóvia, na Polônia

Por Gabriela Baczynska e Anna Wlodarczak-Semczuk

BRUXELAS/VARSÓVIA (Reuters) - Homossexuais serão proibidos de adotar filhos na Polônia, até mesmo como pais solteiros, segundo uma nova lei anunciada nesta quinta-feira por um partido nacionalista governista que faz das políticas anti-gay uma grande parte de sua plataforma.

O anúncio provavelmente intensificará um atrito entre a Polônia e a União Europeia sobre os direitos LGBT, que o bloco diz que precisam ser respeitados em todos os países-membros, mas que a Polônia classifica como uma ameaça à sua cultura católica e uma questão puramente doméstica.

O governo polonês anunciou seu plano para a proibição de adoções horas antes de membros do Parlamento Europeu aprovarem uma grande resolução de direitos gays que foi vista como uma refutação direta das políticas recentes de Varsóvia.

A Polônia só permite que casais heterossexuais ou solteiros adotem filhos. A mudança anunciada nesta quinta-feira exigiria que as autoridades analisassem solteiros que querem adotar e os impedissem se coabitarem com alguém do mesmo sexo.

"Estamos preparando uma mudança pela qual (...) pessoas coabitando com uma pessoa do mesmo sexo não poderiam adotar uma criança, então um casal homossexual não poderá adotar uma criança", disse o vice-ministro da Justiça, Michal Wojcik.

Wojcik disse que o objetivo da medida é proteger as crianças: "Trata-se da segurança da criança, de seu bem-estar", disse. Ativistas dos direitos LGBT disseram que, ao invés disso, ela punirá crianças restringindo as adoções.