Polanski perde última tentativa de encerrar caso de estupro nos EUA enquanto no exterior

Por Dan Whitcomb
Diretor Roman Polanski durante intervalo de audiência no tribunal em Krakow. 25/02/2015 REUTERS/Kacper Pempel/File Photo - RTX2F4MJ

Por Dan Whitcomb

LOS ANGELES (Reuters) - O diretor de cinema Roman Polanski perdeu mais uma tentativa de encerrar um caso de estupro da década de 1970 sem cumprir mais tempo de prisão, quando um juíz de Los Angeles decidiu, na segunda-feira, que ele não pode pedir liberação dos tribunais enquanto for fugitivo.

Polanski, que mora na França, foi incapaz de apresentar novos argumentos no caso que já dura quatro décadas, disse o juiz Scott Gordon, do Tribunal Superior.

Gordon, em uma decisão de 13 páginas, disse que Polanski, de 83 anos, "não pode se aproveitar do tribunal ao mesmo tempo em que o desacata".

A França, onde Polanski nasceu de pais poloneses, se recusou a extraditar o diretor, que não viajou para Los Angeles em 2003 para receber o Oscar que ganhou por dirigir o filme sobre a Segunda Guerra Mundial "O Pianista".

Durante uma audiência em março, o advogado de Polanski, Harland Braun, pediu que Gordon decidisse que seu cliente já havia cumprido pena atrás das grades em 1977, quando passou 42 dias na cadeia enquanto aguardava sentença pelo estupro de uma menina de 13 anos.

Com essa garantia, o diretor voaria de Paris imediatamente para os Estados Unidos para a sentença, disse Braun.

Após a decisão de Gordon, Braun disse que o juíz havia fracassado em tratar da "questão central" do caso --emails que ele alega mostrarem que o juíz-presidente da Corte Superior de Los Angeles havia violado leis da corte ao contar para um colega como lidar com o caso de grande importância.

"Você não vai encontrar uma palavra sobre isso (na decisão de Gordon). Ele simplesmente ignorou isso", disse Braun."Ao invés de passar um sermão em Roman Polanski e em todos os advogados, fale sobreos e-mails".