Polarização faz PCdoB apoiar Haddad em São Paulo

Fernando Haddad receberá o apoio do PCdoB devido às poucas chances de Netinho na disputa deste ano (Foto AE)O presidente do diretório municipal do PCdoB de São Paulo, Wander Geraldo da Silva, disse nesta sexta-feira que a decisão de apoiar a pré-candidatura do petista Fernando Haddad à sucessão municipal na capital paulista foi definida na última sexta-feira (22), e que pesou na decisão do partido o fato de a disputa já estar polarizada entre o PT e o PSDB e o fato de o vereador Netinho de Paula (então pré-candidato do partido a prefeito de São Paulo) ter pouco espaço político para defender o seu projeto.

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"Politicamente a gente podia ficar fora do centro do debate. A campanha está polarizada entre o Haddad e o Serra. O resultado seria o Netinho sair menor (do processo) do que ele é", argumentou o dirigente. De acordo com Wander, a manutenção da candidatura do vereador à Prefeitura seria para atender a um desejo interno do PCdoB.

O cacique da sigla admitiu que o PCdoB cogitou a possibilidade de investir em uma candidatura de terceira via mas não encontrou respaldo do PRB, de Celso Russomanno, tampouco do PDT do deputado federal Paulo Pereira da Silva e do PMDB do deputado federal Gabriel Chalita. Wander lembrou que esses partidos se colocaram como uma opção, mas que em nenhum momento eles abriram mão da cabeça de chapa.

Segundo ele, o partido não impôs a condição de indicar o vice para formar a aliança com Haddad. Wander também negou que a situação política em outras cidades, como Porto Alegre e Fortaleza, tenham sido colocadas em debate para chancelar o acordo. "Cada município é uma lógica. Cada lugar é uma cultura, é uma realidade diferente", afirmou. O dirigente disse que só a partir desta terça-feira eles poderão conversar com Haddad sobre a indicação de um nome para vice. "Vamos fazer uma coisa de cada vez", respondeu.

O dirigente comunista garantiu que em nenhum momento a direção do partido ofereceu nomes para substituir a vaga da deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), que deixou a chapa após a formalização da aliança entre PT e o PP do deputado federal Paulo Maluf. "A direção não discutiu isso (vice), isso não saiu do campo da especulação", afirmou.

Para Wander, a definição do vice cabe apenas ao pré-candidato Fernando Haddad. "Tem de ser uma escolha dele, não pode haver imposição. Ele tem de ficar à vontade", defendeu.

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