Sexo lésbico e a polêmica das unhas grandes; pode ou não pode?

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As unhas em gel de Lumena levantaram uma polêmica na internet sobre sexo lésbico (Foto: Instagram / Lumena)
As unhas em gel de Lumena levantaram uma polêmica na internet sobre sexo lésbico (Foto: Instagram / Lumena)

Como os fiscais da internet parecem não descansar nunca, a semana contou com mais uma polêmica: o tamanho das unhas da ex-'BBB' Lumena Aleluia. Isso porque, segundo os seguidores da psicóloga, uma mulher que namora outras mulheres precisa tomar cuidado com as unhas compridas.

A história toda rendeu tanto que Lumena até comentou no Twitter que faria um vídeo sobre sexo seguro entre mulheres - um assunto importantíssimo e que, inclusive, já foi tratado aqui. Vale comentar que, antes de mais nada, as unhas em gel de da ex-BBB foram uma sugestão da namorada, Fernanda Maia, que também mandou um recado para os "fiscais de ppk" no Twitter.

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Ainda assim, falar de saúde sexual é sempre importante, então, usamos o gancho para entender um pouco melhor sobre como o tamanho das unhas pode influenciar na saúde geral de uma pessoa e, claro, na saúde sexual também. E isso não incluiu apenas mulheres. 

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Mas a gente já avisa: a notícia não é boa para quem é fã de unhas compridas. Segundo a dermatologista Maria Paula Del Nero, manter as unhas longas não é higiênico porque pode acumular sujeira e ser um foco de transmissão de bactérias. E isso se mantém mesmo no contexto atual, quando a pandemia de coronavírus instaurou definitivamente o hábito de lavarmos as mãos com muita frequência - ainda assim não é impossível garantir que as unhas estão 100% livres de bactérias.

Pense nos médicos, por exemplo, que usam inclusive uma escovinha para limpar bem as unhas (que ainda ficam protegidas pelas luvas) antes de uma cirurgia, como uma forma de evitar contaminações durante os procedimentos. Segundo a médica, a maneira ideal de manter a higiene das unhas é lavar as mãos com frequência e escovar as unhas com as ferramentas apropriadas.

"Profissionais da alimentação e área da saúde convencionalmente são orientados a manter unhas de pequeno tamanho pelo risco aumentado de contaminação no ambiente de trabalho", complementa a também dermatologista Simone de Sá. "A menos que haja uma higiene precisa e diária das unhas longas, o ideal é mantê-las até 2 mm da pele."

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E, como você pode imaginar, o cuidado com as unhas tem que ser constante - inclusive, evitando modificações artificiais (alô, unhas em gel). Segundo a médica, as unhas devem ser cortadas regularmente a cada 14-21 dias e lixadas corretamente. Sobre as cutículas, elas devem ser removidas com parcimônia, ("Apenas o excesso", diz), afinal, são uma proteção da região, assim como os cílios são para os olhos.

"Deve-se evitar traumas como mordedura, onicofagia (roer unhas) e evitar uso de próteses artificiais como alongamentos e colagens", continua ela. "Além disso, para quem deseja a unha comprida, pode-se proceder com limpeza diária da região inferior das unhas com palito de dente e algodão embebido em álcool 70." Isso, claro, sem contar com os cuidados adicionais, como usar protetor solar nas mãos (sim, nas mãos!) para prevenção de câncer de pele e uso de hidratantes para melhorar a barreira epidérmica. Na dúvida, é sempre importante consultar um dermatologista.

E, por fim, mas não menos importante, a prova de fogo: ter as unhas compridas oferece um risco no sexo entre duas mulheres, por exemplo? "Sim, as unhas podem causar traumas durante a manipulação de órgãos sexuais servindo como porta de entrada para DST’s", responde Simone.

Ou seja, todo cuidado é pouco, principalmente no contato íntimo. Aliás, importante notar que muitas mulheres (e alguns médicos) caem no mito de que relacionamentos lésbicos estão isentos de transmissões de ISTs - o que não é verdade. O cuidado com a saúde sexual, a higiene com o próprio corpo e com os acessórios utilizados é tão importante quanto em qualquer outro tipo de relação. A diferença é que, enquanto para os homens a forma de proteção é clara (com o uso da camisinha, por exemplo), na relação entre as mulheres, em que os métodos de proteção ainda são pouco eficientes ou acessíveis, o mais importante é manter uma rotina de visitas ao ginecologista e exames básicos.

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