Polícia Civil investiga troca de bebês em hospital de Goiás

·2 min de leitura
Troca de bebês ocorreu no Hospital São Silvestre, em Aparecida de Goiânia. Foto: Reprodução/Facebook
Troca de bebês ocorreu no Hospital São Silvestre, em Aparecida de Goiânia. Foto: Reprodução/Facebook

A Polícia Civil está investigando uma troca de bebês em um hospital em Aparecida de Goiânia, no Goiás, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (27). A advogada do Hospital São Silvestre registrou que um exame de DNA confirmou a troca.

Os bebês nasceram no dia 29 de dezembro. Uma das mães é Juciara Maria da Silva, de 28 anos, que fala da dor ao precisar devolver o bebê.

“Vai ser um mês e quantos dias para devolver uma criança que eu cuidei, que amamentei, levei para casa, que meus filhos, minhas irmãs já se apaixonaram. Como que a gente fica nessa história? Dói”, disse Juciara ao portal G1.

Segundo Juciara, o hospital disse que houve uma troca de pulseiras durante o teste do pezinho.

O advogado da mãe, Eduardo Augusto, contou que desde o nascimento dos bebês as famílias passaram por momentos de desespero até a divulgação do resultado do exame de DNA, realizado pela própria unidade de saúde.

“As mães estão muito desestabilizadas. Não sabemos como serão as reações das famílias. Já tem toda uma questão de apego e afeto com os bebês”, disse o advogado ao G1.

Ainda de acordo com Augusto, após o parto a mãe chegou ao quarto e encontrou o bebê com a irmã. Minutos depois, enfermeiros e funcionários do hospital fizeram perguntas sobre características físicas do pai da criança, como a cor da pele.

Algumas horas depois, o próprio diretor do hospital informou sobre a possível troca e disse que a mãe precisaria fazer um teste de DNA. Ele então disse que o teste demoraria para sair e que Juciara poderia levar o bebê para casa e cuidar “como se fosse realmente o filho dela”, de acordo com o advogado.

O exame de DNA ficou pronto na última segunda-feira (24) e foi informado às famílias no hospital, mas nenhum documento foi entregue “devido à emoção da situação vivenciada, não foi entregue qualquer documento", de acordo com nota do hospital.

A delegada Bruna Coelho, responsável pelo caso, afirmou que ainda não teve acesso aos documentos. “Foi registrada uma ocorrência. Nós vamos identificar se houve a identificação correta ou não [dos bebês], se foi doloso ou culposo - toda essa circunstância criminal. Tudo indica que houve pelo erro da identificação”, explicou.

Já o hospital emitiu uma nota, por meio de sua advogada, Luciana Azevedo, informando que “de fato, houve uma quebra no protocolo do hospital”. A nota afirma também que as famílias foram comunicadas imediatamente e que abriu um processo administrativo para apurar o caso. Segundo a advogada, “já houve a suspensão de vários envolvidos”.

Agora, o caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos