Polícia de SC investiga PM após vídeo racista: “Eu sou racista, não suporto negro “

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PM de Santa Catarina confirmou que homem é PM da reserva (Foto: Reprodução)
PM de Santa Catarina confirmou que homem é PM da reserva (Foto: Reprodução)
  • PM da reserva de SC será investigado pela prática de racismo

  • Em vídeo, o homem assume ser racista e diz que "não suporta negro"

  • Vídeo foi divulgado nas redes sociais e, com isso, foi aberto um inquérito pela Polícia Civil de Santa Catarina

A Polícia Civil de Santa Catarina vai investigar um policial militar da reserva por racismo. Um vídeo do homem viralizou nas redes sociais e, na gravação, ele assume ser preconceituoso e diz que “não suporta negro”. A gravação ainda mostra o homem ameaçando agredir uma mulher.

Segundo informações do jornal O Globo, o homem é PM da reserva do município de São Ludgero, em Santa Catarina, município a 180 km da capital, Florianópolis.

O PM fala com uma mulher, que grava o momento: “Teu filho é um maldito de um negro desgraçado, que é pirracento”.

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Em seguida, ela questiona porque ele tem ódio de “moreno”. “Porque eu tenho ódio, porque eu sou racista, porque eu não suporto negro”, assume. “Eu tenho amigo negro, mas amigo decente, não essa negrada do c..., que é marrento que nem tu.”

A mulher, então, pede que o homem não bata ela. O homem tira o chinelo que está usando e ameaça a interlocutora. “Quer ver? Fala de novo. Fala de novo, sua macaca do c...”, diz, e joga o chinelo no chão.

Assista: 

De acordo com o jornal O Globo, o delegado responsável pelo caso é Éder Matte, que cuida das delegacias de Braço do Norte e São Ludgero. Ele afirmou que o inquérito foi instaurado hoje, para apurar o crime de racismo.

A PM de Santa Catarina confirmou que o homem é sargento da corporação e afirmou que ele está na reserva desde março de 2016. Em nota, a Polícia Militar catarinense ainda disse que “repudia toda e qualquer tipo de violência contra a mulher ou vulnerável, bem como qualquer tipo de racismo”.

“Todo policial militar, seja de ativa ou da reserva, deve seguir em conformidade com os dispositivos previstos no Regulamento Disciplinar da PMSC, Código Penal Militar e legislação penal geral. O caso identificado será encaminhado à Corregedoria-Geral da PMSC”, diz a corporação na nota. O nome do PM não foi divulgado. 

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