Polícia de SP investiga caso de racismo em vagão do Metrô

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A mulher saiu do local escoltada por seguranças e todos foram para o 27º DP (Distrito Policial), no Campo Belo, também zona sul, prestar depoimento após a acusação de racismo.
A mulher saiu do local escoltada por seguranças e todos foram para o 27º DP (Distrito Policial), no Campo Belo, também zona sul, prestar depoimento após a acusação de racismo. (Foto: Reprodução/Twitter)

A Polícia Civil de São Paulo investiga um caso de racismo que teria ocorrido em um vagão da Linha 1-Azul do Metrô no início da noite desta segunda-feira (2). O episódio provocou protestos e princípio de tumulto na estação Ana Rosa, na Vila Mariana, zona sul da capital.

Segundo as informações registradas em boletim de ocorrência, a vítima, Welica Ribeiro, estava com a família, que é do Rio de Janeiro, quando uma mulher branca e loira pediu para ela afastar a cabeça porque o cabelo poderia "passar alguma doença".

O irmão de Welica questionou a mulher e gravou parte da discussão. Outros passageiros ficaram indignados e protestaram na estação Ana Rosa gritando "racista, racista". A mulher branca saiu do local escoltada por seguranças e todos foram para o 27º DP (Distrito Policial), no Campo Belo, também zona sul, prestar depoimento.

Em nota, o Metrô informou que duas passageiras se desentenderam e uma delas foi acusada de injúria racial. "Os agentes de segurança do Metrô atuaram na proteção das partes. A PM foi acionada e as encaminharam para a delegacia".

Imagens gravadas por passageiros mostram que os seguranças precisaram conter algumas pessoas para que a suspeita de ter praticado racismo não fosse agredida enquanto era retirada da estação. Com celulares nas mãos e aos gritos, dezenas de pessoas acompanharam a mulher até a saída. Ela cobriu o rosto no trajeto.

No dia 26 de abril, um torcedor do Boca Juniors (ARG) foi detido na Neo Química Arena, em Itaquera, após ser flagrado fazendo um gesto racista contra a torcida do Corinthians, durante partida pela fase de grupos da Copa Libertadores.

O comerciante argentino Leonardo Ponzo, 42, não pagou a fiança de R$ 3 mil imposta a ele. O valor foi quitado pelo consulado argentino em São Paulo e Ponzo foi solto em seguida.

Ponzo foi filmado por torcedores do Corinthians fazendo gestos de macaco em direção aos brasileiros e depois identificado pelas câmeras de segurança do estádio.

Ao retirarem Ponzo da arquibancada, os policiais foram aplaudidos pelo público na Neo Química Arena.

da Folhapress

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