Polícia de SP prende 'Galo', líder dos entregadores antifascistas, por suspeita de incêndio à estátua de Borba Gato

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Grupo incendeia estátua de Borba Gato, na zona sul de São Paulo
Grupo incendeia estátua de Borba Gato, na zona sul de São Paulo (Foto: Reprodução)
  • Polícia de SP prende 'Galo', líder dos entregadores antifascistas, por suspeita de incêndio à estátua de Borba Gato

  • Galo se apresentou na tarde desta quarta-feira, por volta das 13h, no 11º Distrito Policial de Santo Amaro, em São Paulo, onde é investigado o incêndio contra a estátua de Borba Gato

  • A esposa de Galo, identificada como Gessica, também esteve presente na delegacia, mas foi "surpreendida com a expedição de mandado de prisão temporária em seu desfavor"

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quarta-feira (28) o entregador de aplicativos Paulo Roberto da Silva Lima, conhecido como "Galo" e líder da categoria que se declara antifascista, sob a acusão de ter participado do incêndio da estátua de Borba Gato, no dia último dia 24.

Galo se apresentou na tarde desta quarta-feira, por volta das 13h, no 11º Distrito Policial de Santo Amaro, em São Paulo, onde é investigado o incêndio contra a estátua de Borba Gato. 

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Ele, que também é integrante do movimento Revolução Periférica, está sendo investigado por supostamente participar do ato. O movimento assumiu a autoria do incêndio. A prisão foi comunicada nas páginas oficiais do próprio entregador. 

"A decisão que decretou a [prisão] temporária saiu momentos após ele ter se apresentado. O mandado de busca e apreensão para a residência de Paulo havia sido expedido para o local errado e Paulo apresentou seu endereço correto, autorizando e possibilitando a entrada em sua residência", diz trecho da nota enviada à imprensa.

Além dele, segundo a nota, Danilo Oliveira, o Biu, também compareceu na delegacia de forma espontânea para auxiliar nas investigações e "assumir sua participação no ato".

"Para aqueles que dizem que a gente precisa ir por meios democráticos, o objetivo do ato foi abrir o debate. Agora, as pessoas decidem se elas querem uma estátua de 13 metros de altura de um genocida e abusador de mulheres", comentou Paulo.

O advogado de defesa do entregador de aplicativos, Jacob Filho, afirma que tanto Galo quando Biu "assumem a autoria", dizem "ter participado do ato".

"O que eles dizem é que foi um ato político e todo ato político, seja de direita ou esquerda, chama atenção. A prisão foi expedida, mas não sabemos se ela foi decretada ou não, porque precisa de autorização judicial", afirmou à imprensa.

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Esposa de Galo tem mandado de prisão expedida

A esposa de Galo, identificada como Gessica, também esteve presente na delegacia para colaborar com as investigações. 

No entanto, de acordo com a nota enviada à imprensa, foi "surpreendida com a expedição de mandado de prisão temporária em seu desfavor."  

"Gessica sequer estava presente no ato político do dia 24/07 e tem uma filha de 3 anos de idade com Paulo, também detido nesta data. A equipe jurídica do escritório Jacob e Lozano acompanha o andamento do processo e pode dar um novo depoimento em breve", diz nota.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que deve divulgar, em instantes, detalhes dos pedidos de prisão.

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Incêncido à estátua de Borba Gato

No último sábado (24), um grupo desembarcou de um caminhão e espalhou pneus na avenida Santo Amaro e em torno do monumento do bandeirante Borba Gato, ateando fogo logo depois. O movimento Revolução Periférica assumiu a autoria do incêndio.

Policiais militares e bombeiros chegaram na sequência, controlaram as chamas e liberaram o tráfego. O ato terminou sem feridos nem detidos.

Em um vídeo postado nas rede sociais no dia 14 de julho, um dos integrantes do grupo afirmava que Borba Gato contribuiu ativamente para o genocídio da população indígena.

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