Polícia descarta motivação política em assassinato de petista por bolsonarista

Militante petista e tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda foi assassinado por bolsonarista durante celebração do próprio aniversário de 50 anos (Foto: Reprodução)
Militante petista e tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda foi assassinado por bolsonarista durante celebração do próprio aniversário de 50 anos (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil do Paraná concluiu que não houve motivação política no assassinato de Marcelo Arruda, militante petista e tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, por Jorge Guaranho, bolsonarista que atirou na vítima.

Jorge Guaranho entrou na festa de aniversário de Marcelo Arruda, que comemorava 50 anos, gritando o nome do presidente Jair Bolsonaro (PL) e atirou no petista. O caso aconteceu no último sábado (9) e a festa tinha como tema o PT e o ex-presidente Lula.

Nesta sexta-feira (15), a Polícia Civil deu uma entrevista coletiva e afirmou que Guaranho foi indiciado por homicídio por motivo torpe, além de causar perigo comum.

Apesar de ter gritado o nome de Bolsonaro ao entrar em uma festa cujo tema era o PT, os investigadores descartaram motivação política. Segundo as autoridades, Guaranho estava em um churrasco, quando soube sobre a festa de Marcelo. Outra pessoa que estava no churrasco teria acessado imagens de câmeras de segurança do local onde o aniversário acontecia.

A delegada Camila Cecconello afirmou que Jorge Guaranho não fez comentários sobre a festa de Marcelo, mas deixou o churrasco e foi até o local do aniversário do petista.

“Para você enquadrar em crime político, tem que enquadrar em alguns requisitos. É complicado a gente dizer que esse homicídio ocorreu porque o autor queria impedir os direitos políticos da vítima. Ele tinha a intenção de provocar. E a gente avalia que a escalada da discussão entre os dois fez com que o autor voltasse e praticasse o homicídio. Parece mais uma coisa que se tornou pessoal”, justificou a delegada.

Jorge Guaranho foi atingido por Marcelo Arruda e está internado em estado grave. Na última segunda (11), ele teve a prisão preventiva decretada. A delegada Iane Cardoso informou que foi aberto um inquérito para apurar as agressões sofridas por Jorge Guaranho. Três pessoas são investigadas.

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