Atiradores de Suzano eram ex-alunos da escola

Polícia Militar divulgou a identidade dos dois atiradores: Luiz Henrique de Castro (à esq.) e Guilherme Taucci Monteiro (dir.). (Foto: Reprodução/TV Globo)

Os assassinos que mataram ao menos 10 pessoas, sendo 6 estudantes e duas funcionárias, eram ex-alunos da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande de São Paulo. Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, invadiram a escola armados, mataram colegas e funcionários, e cometeram suicídio em seguida.

Confira a lista dos nomes das vítimas dos atiradores.

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, general João Camilo Pires de Campos, afirmou que Guilherme Taucci saiu “por ter um histórico de problemas”. Ele não especificou se o aluno deixou a escola por decisão própria ou se foi expulso.

Para garantir o acesso à escola, Guilherme Taucci entrou em contato com a secretaria dizendo que visitaria a escola para “tentar voltar aos estudos”. “Ele (Guilherme) estava sendo monitorado para retornar. Disse que iria retomar os estudos. A secretaria estava aberta para receber um aluno que queria voltar a estudar”, afirmou Rossieli Soares, secretário de Educação do Estado.

Os portões estavam abertos no momento em que os atiradores chegaram à escola.

O adolescente teria cursado o 1º do Ensino Médio na E.E. Raul Brasil em 2017, mas, em 2018, passou a não frequentar a unidade de ensino. Rossieli descreveu o perfil de Guilherme Taucci como “quieto”. Castro completaria 26 anos no próximo sábado. Não foi detalhado em que período ele estudou na escola.

FORÇA TÁTICA

Três militares da Força Tática da PM foram os primeiros a entrar na escola e avistaram os atiradores. A Polícia Civil investiga se um atirador disparou contra a cabeça do outro antes de se matar, já que, até o momento, apenas um revólver foi localizado ao lado dos corpos. “Não está confirmado se um atirou no outro e depois se matou, possivelmente (sim)”, completou João Camilo Pires de Campos.

O ataque ocorreu por volta das 9h30 desta quarta-feira (13), durante o intervalo entre as aulas. Quatro dos alunos mortos no local são do Ensino Médio. As duas funcionárias, incluindo a coordenadora pedagógica da escola, foram as primeiras a serem baleadas e morreram na hora. Outros dois adolescentes foram socorridos, mas morreram em hospitais.

Antes de invadir o colégio, a dupla baleou ainda o proprietário de um lava-jato localizado nas imediações do Jardim Imperador, bairro onde está a escola alvo do atentado. O proprietário do lava-jato passou por cirurgia na Santa Casa de Misericórdia, mas não resistiu e morreu.

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HORÁRIO ESCOLHIDO

Os atiradores optaram por agir no horário do intervalo das aulas para fazer o maior número possível de vítimas, segundo informações da Polícia Civil. Na entrada, tiveram acesso fácil ao interior da escola por volta das 9h30. Encapuzados, fizeram uma sequência de disparos.

Os alunos que sobreviveram ao massacre saíram correndo e se abrigaram nas casas e no comércio localizados no entorno do colégio. A moradora Juliana Romera, 40, foi uma das que abriu a própria casa para abrigar seis alunos. “Eles choravam e tremiam muito. Dei água com açúcar e pedi para eles ligarem para os pais”, disse.

Segundo o coronel da PM de São Paulo, Marcelo Salles, os atiradores portavam um revólver calibre 38, carregadores e uma besta, uma arma medieval que dispara flechas.